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quarta-feira, janeiro 24, 2007

Verdade Inconveniente




Queijo é apenas queijo. E eu prefiro Cheesecake.



Vi hoje no site do Ministério da Ciência e Tecnologia uma notícia sobre emissão de CO2, nenhuma novidade, mas tive vontade de escrever sobre isso aqui.
É assombroso saber que a quantidade de CO2 emitida em uma semana pelo Reino Unido é mais ou menos a mesma que países mais pobres emitirão durante todo o ano.
Este gás é o principal causador do efeito estufa [aumento da temperatura global causado pelo excesso de gases na atmosfera que retém o calor que deveria ser devolvido ao espaço em forma de luz infravermelha] que, como já sabemos, é responsável por fenômenos "agradáveis" como as secas extremas, inundações, furacões, ciclones, tufões.

O que mais me irrita é que estas conseqüências atingem com mais violência a massa pobre que não pode simplesmente pegar um carro ou um avião e mudar de casa ao saber que um furacão está por vir ou que uma inundação está pra ocorrer. Enquanto isso, nos países ricos, pessoas confortáveis em suas residências assistem às desgraças “naturais” em suas tvs a cabo e emitem 100 vezes mais CO2 que as pobres vítimas das catástrofes climáticas.

A União Européia está se movimentando a fim de dar eficácia ao Acordo de Kyoto e convencer outros países industrializados a diminuírem a emissão de gases do efeito estufa, entretanto os EUA rejeitam compromissos com esta causa arrimados na política desenvolvimentista de Bush; nenhuma novidade também.
Sobre o assunto, An Inconvenient Truth – filme de Davis Guggenheim, baseado no novo livro de Al Gore (candidato à presidência dos EUA, perdeu para Bush em 2000), estava pra chegar aos cinemas aqui em novembro de 2006 e até agora nada, ao menos que eu saiba.

Este documentário mostra a realidade em relação ao aquecimento global, as principais causas do efeito estufa e as conseqüências para o planeta. É feito um apelo às pessoas para que mudem de atitude em relação à produção e gasto de energia – aquele famoso slogan de que "cada um deve fazer a sua parte", batido, mas sempre válido.

Pretendo assistir ao filme e ficar, mais uma vez, indiganada com as atitudes norte-americanas, pois o "país mais importante do mundo" e auto-suficiente não parece temer a resposta da natureza ao descuido com o qual é tratada...mas e se o resto do mundo acabar? Ah, para eles parece ser só o "resto do mundo"; não terão mais a quem explorar, mas também não terão mais a quem mostrar que são os "melhores".