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terça-feira, junho 12, 2007

Voilá L'Invern



"Ni!"


Chove. Chove cântaros. Lembrei de um conto de Lygia Fagundes Telles, "Apenas um Saxofone", que além de falar de inverno no início, não tem absolutamente nada a ver com o que eu vou escrever aqui.

Eu não entendo muito bem essa coisa de alguém dizer que há quatro estações aqui no Brasil. Na maior parte dele só tem verão e inverno. No Nordeste, especialmente no litoral, tem estação de sol e estação de chuva(e ainda querem nos vender luvas...).

Com essa chuvarada toda, acordei tarde. E, ao ouvir o barulho da água batendo na pedra e sentir o friozinho ao qual só tenho direito no meio do ano, dormi ainda mais um pouco.

Quando finalmente me levantei, pensei na academia, que já tinha ido pelos ares, pelos menos o horário da manhã. Enquanto encarava calças de lycra, tops, tênis, meias de algodão pensava que a estação da chuva não fora feita para queimar calorias, mas para adquirir mais algumas. Não que eu realmente queira uns quilinhos a mais (senão estava minha alimentação básica seria batata frita e meu único exercício seria dirigir até o fast food mais próximo), mas certos prazeres da vida foram criados para o inverno.

Não estou falando apenas das confortáveis blusas de manga comprida, do dvd assistido agarrada com o namorado ou das horas a mais embaixo das cobertas toda manhã. Acho que todos sabem que comer é uma das coisas mais prazerosas e que graça tem dividir um fondue de queijo ou chocolate com os amigos em pleno verão? Ou um café com biscoitos doces, quem sabe um bolinho, numa tarde de fofoca com as amigas mais proximas?

Inverno é época de comer essas coisas. De tomar aquele chocolate quente que queima o esôfago de tão quente (mas cujo sabor compensa) na entrada do cinema. De dividir um petit gateau e um capuccino com o namorado. Ou de comprar trocentos gramas de pastilhas de chocolates naquela loja de chocolates caros e se deliciar com cada uma delas. Nada acompanha melhor que um belo prato de macarrão ao molho de quatro queijos do que a chuva tamborilando na janela.

Em compensação não é muito interessante trocar todo o guarda-roupa por outro dois números maior quando overão chega. Se esforçar mais nos exercícios pra se sentir a vontade naquela blusinha linda. Readquirir fôlego para agüentar o passeio light de tarde, a balada de noite, o longo passeio na praia. Tudo isso requer uma disposição que 5Kg a mais não me proporcionariam.


Fernanda não gosta da idéia de fazer exercícios na chuva, mas adora poder comer um extra no fim de semana e não está nem um pouco disposta a brincar de "io-io" novamente.


Que tal exercitar a sua imaginação e nos escrever um conto? Pode ser uma cronica também. Quem sabe uma fábula... Esforços mentais também gastam calorias! Clique aquie participe do nosso concurso! Garantiremos a diversão do verão para o nosso ganhador. ;)

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Sonho de Valsa: Uma Campanha Publicitária que deu Certo



"Sem braço, sem biscoito"




Eu juro como não entendo a atração por essa coisa. Eles conseguiram fazer uma massa de gordura hidrogenada com castanha falsa ficar enjoada, cobriram com um waffle e jogaram um chocolate ao leite um pouco doce demais por cima.

Pra início de conversa, eles começaram a vender para mulheres, em bombonières, e vendiam no peso. Era uma embalagem vermelha estranha, com o nome escrito num selo preto e uma imagem de um violão na frente. Os homens não compravam, era chocolate de mulher.

Passado algum tempo, eles aumentaram ligeiramente o tamanho do chocolate e passaram a vender por unidade. Os homens começaram a comprar, afinal de contas, a empresa vendia uma imagem "apaixonadinha" do chocolate, diziam que era demonstração de amor, colocaram um casal dançando valsa na frente e pronto. Quer coisa melhor? Ao invés de comprar belas caixas de chocolates finos e variados pras namoradas, os rapazes compravam um punhado de bombons e davam de presente, com uma conversa frouxa qualquer e as mulheres achavam lindo.

Nada contra querer economizar um pouco, mas vêem? O que estava se vendendo não era uma imitação barata de chocolate, era uma idéia. Era o tal amor ideal, o romance... É fácil embalar isso, não?

Passado mais algum tempo, o tamanho do bombom diminui novamente (e o preço aumenta). Eles inventam um tal de Sonho de Valsa branco e outro com recheio de morango (desses eu tenho até medo).

Desde que surgiu até os dias de hoje, essa coisinha ruim numa embalagem rosa bem-feita (isso eu admito) tem crescido muito. Acho que aí fica comprovado o poder do marketing e o quão influenciáveis as pessoas são. Mulher principalmente, apesar das mulheres de hoje serem mais inteligentes e incrivelmente menos bestas do que no início/meio do século XX.

Não considero esse bombom um chocolate. Chocolate é algo bom, muito bom, e... bom... o Sonho de Valsa tá ali, do lado da beringela. Fazer o quê, não é mesmo? Mas ainda assim acho fantástico como uma campanha publicitária bem-feita faz um produto decolar, seja ele bom ou não.

Quanto àqueles que gostam do bombom, o que posso fazer? Tem gosto pra tudo nesse mundo, não é mesmo? Nada é perfeito. E, depois, cada um tem que ter seus defeitos. Tem gente que gosta de música ruim, tem gente que gosta de bebida ruim, tem gente que gosta do chocolate ruim.



Esse texto é um daqueles que não devem ser levados tão a sério. Se eu acho o bombom ruim? Acho. Eles fizeram uma boa jogada publicitária para vender o produto? Fizeram. Mas nem venha me dizer que tenho algo contra quem gosta do bombom! =p

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Coisas Que Não Se Diz Num Blog



"Love is just a game."




Não se diz num blog, por exemplo, que já morou um marginal mirim na casa vizinha à sua. Vai que ele descobre o blog e lê? Muito menos se diz que ele, com seus tenros 9 anos de idade, invadiu sua festinha de aniversário (sim, a sua, não a dele... ¬¬), jogou areia nas mesas e deu um murro na sua avó.

Não se diz num blog que você já perdeu amizades por ter dado a impressão de estar flertando com a pessoa, ela interpretar errado, você explicar que estava apenas sendo legal e simpática e ela ficar com raiva. Também não se diz o contrário, que você passou por antipática para não dar a impressão de estar dando mole e deixou de fazer uma amizade que teria sido legal.

Não se fala assim pra todo mundo que você tem segredos inconfessáveis. Sabe-se lá o que esse povo pode pensar! Seu segredo inconfessável pode ser apenas um certo amor por cobras ou um leve vício em chocolate. Ou endorfina. Ou que você filou naquela prova e, por ser "caxias" demais, sente culpa até hoje.

Não se diz abertamente que odeia Sonho de Valsa e que aquilo não pode nem ser classificado como chocolate, além de ser uma das coisas mais enjoadas que você já provou. Bom, eu digo. Mas claro que eu vivo num mundo à parte e acredito piamente que os amantes dessa porcaria não vão me apedrejar na rua.

Nem pensar em contar que, quando criança, você ajudava sua mãe a fazer aqueles biscoitinhos gostosos no dia da visita das suas tias-avós e avós. Isso porque sua mão era pequenina e você derrubava a massa dos biscoitos no chão, recolhia antes que alguém visse e jogava na assadeira, pra sua mãe colocar no forno. Claro que o calor matava os "germes", mas para as pobres e amáveis velhinhas, os germes eram aliens assassinos microscópicos que queriam acabar com a Terra.

Deosmelivreguarde de você abrir sua boquinha pra falar mal de fanáticos religiosos. Eles podem te seqüestrar, seqüestrar seu cachorro, explodir sua casa ou pior: tentar te converter. Imagina só! Extremistas são um perigo!

Blog é um troço tão público, mas tão público que acho que até aquele professor da universidade que deu duas aulas, sumiu e aplicou aquela prova que só merece uma classe de adjetivos, os quais não vou publicar aqui, porque isso é um blog de família, até esse professor acha seu blog, lê e pior: lembra da sua carinha e baixa ainda mais sua notinha se ele achar uma linhazinha sobre ele que ele não ache tão legal assim.

Blog é também uma das ferramenteas mais divertidas da internet. E é também um bom meio de falar um monte de besteiras, dizer que é literatura ou qualquer troço parecido e ninguém nunca vai saber o que é verdade e o que não é.