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quarta-feira, junho 13, 2007

Valentine's Day. Ou quase.


"Pleonasmo é quando você é redundante: hemorragia de sangue, subir pra cima, descer pra baixo, mulher burra..."



No carro, de noite, muita chuva. Saí mais cedo do trabalho, tomei aquele banho e passei mais de meia hora na frente do guarda-roupa, encarando minhas roupas. No final, escolhi um conjunto de saia-e-blusa que ele havia me dado de presente de... aniversário de namoro, e que eu já tinha usado algumas milhões de vezes.

- Amor, eu tava pensando, a gente nunca...

Olhei de soslaio, levantando uma sobrancelha, do jeito que ele batizara simplesmente de cretino. Acho que se olhares tivessem legendas, o meu teria uma de: "Seu cretino, você não está pensando em me levar para um motel imundo, está?"

- Não, amor, eu não estava falando da estrada de Cabedelo. Mas se você quiser...

Frequentadores de motéis que não se sintam ofendidos, mas acredito que é fisicamente impossível um motel ser um lugar limpo. Mas eu tenho uma mórbida curiosidade de conhecer um. Devo admitir, no entanto, que fiquei aliviada quando ele disse isso.

- E o que era, então?
- Eu lembrei que você nunca comeu comida japonesa. Não tem vontade?
- Vontade, vontade não... mas uma curiosidade...

Minha frase terminou aí, porque percebi que era a mesma posição que eu tinha em relação a motéis. E a comida japonesa combinado com o que se costuma fazer em motéis me remeteu automaticamente aos hentais. Desde monstros de tentáculos (o que todo mundo sabe que é básico na pornografia japonesa) até moças nuas servindo de bandejas para sushis e sashimis.

É, eu viajo.

Mas a noite pode se resumir em: de soja, só o óleo; consegui comer o sushi de primeira (apesar de ter vontade de cuspir logo em seguida); e por fim, eu tenho muito jeito com pauzinhos.


Esses pauzinhos.


E agora, um momento para nossos patrocinadores!

Vocês já devem ter visto, mas não há problemas em relembrar: o Membrana Seletiva está organizando um concurso entre os nossos leitores! Isso mesmo! É a sua chance de ganhar prêmios inúteis que não vão fazer nenhuma diferença na sua vida, e tudo isso arranjado por nós! Não é excelente? Detalhes do concurso vocês podem ter aqui.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Sonho de Valsa: Uma Campanha Publicitária que deu Certo



"Sem braço, sem biscoito"




Eu juro como não entendo a atração por essa coisa. Eles conseguiram fazer uma massa de gordura hidrogenada com castanha falsa ficar enjoada, cobriram com um waffle e jogaram um chocolate ao leite um pouco doce demais por cima.

Pra início de conversa, eles começaram a vender para mulheres, em bombonières, e vendiam no peso. Era uma embalagem vermelha estranha, com o nome escrito num selo preto e uma imagem de um violão na frente. Os homens não compravam, era chocolate de mulher.

Passado algum tempo, eles aumentaram ligeiramente o tamanho do chocolate e passaram a vender por unidade. Os homens começaram a comprar, afinal de contas, a empresa vendia uma imagem "apaixonadinha" do chocolate, diziam que era demonstração de amor, colocaram um casal dançando valsa na frente e pronto. Quer coisa melhor? Ao invés de comprar belas caixas de chocolates finos e variados pras namoradas, os rapazes compravam um punhado de bombons e davam de presente, com uma conversa frouxa qualquer e as mulheres achavam lindo.

Nada contra querer economizar um pouco, mas vêem? O que estava se vendendo não era uma imitação barata de chocolate, era uma idéia. Era o tal amor ideal, o romance... É fácil embalar isso, não?

Passado mais algum tempo, o tamanho do bombom diminui novamente (e o preço aumenta). Eles inventam um tal de Sonho de Valsa branco e outro com recheio de morango (desses eu tenho até medo).

Desde que surgiu até os dias de hoje, essa coisinha ruim numa embalagem rosa bem-feita (isso eu admito) tem crescido muito. Acho que aí fica comprovado o poder do marketing e o quão influenciáveis as pessoas são. Mulher principalmente, apesar das mulheres de hoje serem mais inteligentes e incrivelmente menos bestas do que no início/meio do século XX.

Não considero esse bombom um chocolate. Chocolate é algo bom, muito bom, e... bom... o Sonho de Valsa tá ali, do lado da beringela. Fazer o quê, não é mesmo? Mas ainda assim acho fantástico como uma campanha publicitária bem-feita faz um produto decolar, seja ele bom ou não.

Quanto àqueles que gostam do bombom, o que posso fazer? Tem gosto pra tudo nesse mundo, não é mesmo? Nada é perfeito. E, depois, cada um tem que ter seus defeitos. Tem gente que gosta de música ruim, tem gente que gosta de bebida ruim, tem gente que gosta do chocolate ruim.



Esse texto é um daqueles que não devem ser levados tão a sério. Se eu acho o bombom ruim? Acho. Eles fizeram uma boa jogada publicitária para vender o produto? Fizeram. Mas nem venha me dizer que tenho algo contra quem gosta do bombom! =p

sexta-feira, novembro 17, 2006

Beringela

A culpa é dos indianos.

Claro, algo de bom eles fizeram. Uma cultura misteriosa, sobre a qual vale a pena ter algum conhecimento, sedas, molho curry... Mas tinham que "inventar" a beringela?

A Wikipédia me disse que a maldita é da mesma família da batata e do tomate, mas eu me recuso a acreditar. Batata é bom. Tomate é bom. Ambos são gostosos e um não tem nada a ver com o outro.

Veja bem: batata é um tubérculo; dependendo do tipo de batata, é um caule ou uma raiz. A batata-doce não tem nada a ver com a batatinha nossa de cada dia, então ela não está inclusa nos SEIS espécies diferentes de batatas existentes. E agradeça aos peruanos por essa maravilha, que salvou um país inteiro da Peste Negra, dá muito dinheiro aos fast-foods e alimenta uma penca de gente há 7.000 anos.

Tomate é fruta. Não importa se está na salada, e não no fruteiro, junto com as maçãs, bananas e laranjas. É fruta do mesmo jeito. Uma fruta meio estranha, esse tomate, pra falar a verdade. Duvido que alguém vá fazer o lanchinho da tarde e pegue um tomate ao invés de uma maçã e o leve diretamente para a boca. E por mais que suco de tomate exista, ele é salgado, e não doce.

Mas voltando à beringela, a Wikipédia ainda me disse que ela é parente do pimentão. Também acho difícil, mas talvez sejam mais próximos do que o tomate ou a batata. Se bem que a culpa pelo pimentão não é dos indianos, é dos mexicanos.

Parente ou não parente, beringela é ruim. Beringela não apenas é ruim como cheira mal. E eu acredito que ela não seja ruim só de gosto, ela tem uma personalidade malévola. Dê espaço a elas e elas se juntam às vacas e à TimesWarner e dominam o mundo!

Aí me diz: pra que diabos os indianos inventaram isso? Porque acharam a planta bonitinha. Imagina! Foram cultivar a beringela como planta ornamental. Aí descobriram que dava pra comer e lascou tudo! Inventaram de fazer pratos com beringela, passaram a seduzir as pessoas, dizendo que aquilo era bom, criaram um tipo de propaganda que os nazistas usaram mais tarde e BUM! O mundo passou a acreditar na beringela, com sua cara de alienígena, e no seu sabor.

Aí o que acontece? Hoje em dia se faz beringela grelhada, assada, com carne, recheada... Até com chocolate! Nem o chocolate foi páreo para a beringela! Assim, elas foram dominando o mundo, de forma mais sutil que todo o resto. Daqui a pouco o mundo será governado por elas, aí quero ver!

Não queria contar, mas os indianos não chegaram sozinhos à conclusão de que seria bom divulgar a beringela. A idéia foi delas. mas eles não estão redimidos da culpa. Ninguém mandou que eles plnatassem beringela por tudo que é lado!


Eca!!!