A culpa é dos indianos.
Claro, algo de bom eles fizeram. Uma cultura misteriosa, sobre a qual vale a pena ter algum conhecimento, sedas, molho curry... Mas tinham que "inventar" a beringela?
A Wikipédia me disse que a maldita é da mesma família da batata e do tomate, mas eu me recuso a acreditar. Batata é bom. Tomate é bom. Ambos são gostosos e um não tem nada a ver com o outro.
Veja bem: batata é um tubérculo; dependendo do tipo de batata, é um caule ou uma raiz. A batata-doce não tem nada a ver com a batatinha nossa de cada dia, então ela não está inclusa nos SEIS espécies diferentes de batatas existentes. E agradeça aos peruanos por essa maravilha, que salvou um país inteiro da Peste Negra, dá muito dinheiro aos fast-foods e alimenta uma penca de gente há 7.000 anos.
Tomate é fruta. Não importa se está na salada, e não no fruteiro, junto com as maçãs, bananas e laranjas. É fruta do mesmo jeito. Uma fruta meio estranha, esse tomate, pra falar a verdade. Duvido que alguém vá fazer o lanchinho da tarde e pegue um tomate ao invés de uma maçã e o leve diretamente para a boca. E por mais que suco de tomate exista, ele é salgado, e não doce.
Mas voltando à beringela, a Wikipédia ainda me disse que ela é parente do pimentão. Também acho difícil, mas talvez sejam mais próximos do que o tomate ou a batata. Se bem que a culpa pelo pimentão não é dos indianos, é dos mexicanos.
Parente ou não parente, beringela é ruim. Beringela não apenas é ruim como cheira mal. E eu acredito que ela não seja ruim só de gosto, ela tem uma personalidade malévola. Dê espaço a elas e elas se juntam às vacas e à TimesWarner e dominam o mundo!
Aí me diz: pra que diabos os indianos inventaram isso? Porque acharam a planta bonitinha. Imagina! Foram cultivar a beringela como planta ornamental. Aí descobriram que dava pra comer e lascou tudo! Inventaram de fazer pratos com beringela, passaram a seduzir as pessoas, dizendo que aquilo era bom, criaram um tipo de propaganda que os nazistas usaram mais tarde e BUM! O mundo passou a acreditar na beringela, com sua cara de alienígena, e no seu sabor.
Aí o que acontece? Hoje em dia se faz beringela grelhada, assada, com carne, recheada... Até com chocolate! Nem o chocolate foi páreo para a beringela! Assim, elas foram dominando o mundo, de forma mais sutil que todo o resto. Daqui a pouco o mundo será governado por elas, aí quero ver!
Não queria contar, mas os indianos não chegaram sozinhos à conclusão de que seria bom divulgar a beringela. A idéia foi delas. mas eles não estão redimidos da culpa. Ninguém mandou que eles plnatassem beringela por tudo que é lado!
sexta-feira, novembro 17, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006
Invasão
Aula num colégio particular, logo após o intervalo. O professor sem graça fala sobre um assunto sem nexo para um bando de alunos sem interesse, que prontamente ignoram o pobre homem a sua frente.
Para azar desse e dos outros professores, bem como a coordenação, há uma queda de energia, deixando as salas de aula sem luz ou ar-condicionado. A gritaria começa e os alunos se esparramam pelos corredores protestando contra a possibilidade de assistir aula numa sala quente, mais do que felizes pela desculpa que o acidente lhes ofereceu para que corressem, gritassem e enlouquecessem aqueles que, supostamente, são responsáveis pelos alunos dentro de um colégio.
Após quase uma hora, os inspetores e coordenadores conseguiram colocar a maior parte dos alunos para dentro de sala. Abriram as janelas e a aula prosseguiu, não do mesmo professor chato, mas de outro; que não deixava o primeiro para trás em matéria de assunto tedioso.
De uma das janelas surgiu uma borboleta de asas azuis e amarelas. Uma garota no fundo da sala notou a entrada do inseto e passou a observá-lo. Daqui a pouco entram mais algumas e em poucos minutos são cinco passeando pela sala e indo em direção a porta, como se quisessem visitar o colégio. Não bastassem borboletas, pássaros resolveram que aquela instituição era um lugar muito legal de se conhecer. Vieram aos montes! Aglomeravam-se no teto e faziam um barulho desgraçado, todos piando ao mesmo tempo. Umas duas abelhinhas curiosas acabaram sendo arrastadas por eles e, no meio da confusão, atacaram o professor! Horrorizado com toda a confusão e com a dor de ser ferroado na testa e na bochecha, pouco abaixo do olho esquerdo, saiu gritando pelos corredores!
Os pássaros se manifestaram aumentando o barulho, sujando as salas, seguindo para as outras, bloqueando a visão das pessoas e espalhando penas por aí! As borboletas eram muito sensíveis para essa bagunça toda e foram embora o mais rápido possível!
Lá embaixo, elas observavam tudo. Esperavam pacientemente que o caos se instalasse e as pessoas estivessem atordoadas, sem saber o que pensar. Escalaram as janelas e invadiram as salas. A medida que entraram, expulsaram os pássaros, fecharam as janelas e renderam todos.
Aquilo era um protesto, explicava a vaca comandante de toda a invasão, contra os fazendeiros e ordenhadores, pelos abusos que cometiam contra esses pobres mamíferos! Quem se mexesse, levava leite na cara!
Mais uma vez soa o toque, ecoando naquele silêncio. A menina acorda. Hora de ir para casa. O professor guarda suas coisas calmamente enquanto a turba de alunos corre ao seu redor. A borboleta continua pousada tranqüilamente no parapeito da janela.
Para azar desse e dos outros professores, bem como a coordenação, há uma queda de energia, deixando as salas de aula sem luz ou ar-condicionado. A gritaria começa e os alunos se esparramam pelos corredores protestando contra a possibilidade de assistir aula numa sala quente, mais do que felizes pela desculpa que o acidente lhes ofereceu para que corressem, gritassem e enlouquecessem aqueles que, supostamente, são responsáveis pelos alunos dentro de um colégio.
Após quase uma hora, os inspetores e coordenadores conseguiram colocar a maior parte dos alunos para dentro de sala. Abriram as janelas e a aula prosseguiu, não do mesmo professor chato, mas de outro; que não deixava o primeiro para trás em matéria de assunto tedioso.
De uma das janelas surgiu uma borboleta de asas azuis e amarelas. Uma garota no fundo da sala notou a entrada do inseto e passou a observá-lo. Daqui a pouco entram mais algumas e em poucos minutos são cinco passeando pela sala e indo em direção a porta, como se quisessem visitar o colégio. Não bastassem borboletas, pássaros resolveram que aquela instituição era um lugar muito legal de se conhecer. Vieram aos montes! Aglomeravam-se no teto e faziam um barulho desgraçado, todos piando ao mesmo tempo. Umas duas abelhinhas curiosas acabaram sendo arrastadas por eles e, no meio da confusão, atacaram o professor! Horrorizado com toda a confusão e com a dor de ser ferroado na testa e na bochecha, pouco abaixo do olho esquerdo, saiu gritando pelos corredores!
Os pássaros se manifestaram aumentando o barulho, sujando as salas, seguindo para as outras, bloqueando a visão das pessoas e espalhando penas por aí! As borboletas eram muito sensíveis para essa bagunça toda e foram embora o mais rápido possível!
Lá embaixo, elas observavam tudo. Esperavam pacientemente que o caos se instalasse e as pessoas estivessem atordoadas, sem saber o que pensar. Escalaram as janelas e invadiram as salas. A medida que entraram, expulsaram os pássaros, fecharam as janelas e renderam todos.
Aquilo era um protesto, explicava a vaca comandante de toda a invasão, contra os fazendeiros e ordenhadores, pelos abusos que cometiam contra esses pobres mamíferos! Quem se mexesse, levava leite na cara!
Mais uma vez soa o toque, ecoando naquele silêncio. A menina acorda. Hora de ir para casa. O professor guarda suas coisas calmamente enquanto a turba de alunos corre ao seu redor. A borboleta continua pousada tranqüilamente no parapeito da janela.
domingo, novembro 12, 2006
Na Terapia
- Reconheço que tenho um problema, doutor.
- Humhum.
"Aleluia!” Pensa o pobre coitado do psicólogo. Há dois anos aquele jovem o visitava semanalmente, por imposição da mãe, e jamais admitiu ter qualquer problema. Finalmente iria dizer que era excessivamente tímido e introvertido, tinha problemas com sua altura, dificuldade para se comunicar com os outros e conflitos com o pai.
- Vacas.
- Como?
- Estou obcecado pelas vacas!
- Como assim? Que tipo de vaca?
- Todo tipo de vaca! Malhadas, leiteiras, com chifres, sem chifres, gordas, magras... Até vacas de desenho animado!
-Prossiga.
O terapeuta esperava outra confissão do garoto, é verdade. Mas se ele estava a fim de falar sobre vacas, que falasse. Quem sabe isso não revelaria algo a mais sobre ele? Talvez tivesse algum trauma de infância.
- Há mais de um mês sonho com elas. Às vezes é uma coisa simples: as vacas pastando em colinas verdes, mugindo, os bezerrinhos mamando. Já sonhei com vacas pulando cerca, como se fossem ovelhas. Vacas vestidas, indo trabalhar.
- Certo. Me conte com calma, não precisa se exaltar.
- Ontem sonhei com vacas carnívoras, que comiam carne de humanos. Os humanos eram o gado, entende? E as vacas dominavam o mundo.
- Você vê essas vacas só em sonhos?
- É. Não. Bom, encontrei uma vaca na rua, ontem. Era uma vaca comum, tava pastando num dos terrenos baldios, perto da minha casa. Você sabe, eu moro num bairro distante, pouco povoado...
- Qual a impressão que a vaca lhe causou?
- Ela falou comigo, doutor! – O paciente estava de olhos arregalados, como se tivesse acabado de ouvir a vaca falar. – Ela disse que nosso fim está próximo e que hoje elas vão explodir o empresarial mais importante da cidade!
O empresarial, óbvio, era aquele onde se encontrava o consultório.
O psicólogo estava preocupado com o garoto. Iria encaminhá-lo a um psiquiatra e pedir exames de sangue e urina, para ter certeza de que ele não estava usando alucinógenos.
Antes que pudesse dirigir novamente a palavra ao seu paciente, o jovem transtornado saltou da cadeira, gritando, e correu para fora do consultório. Iria tentar alcançar a segurança das ruas pela escadaria de incêndio.
Quem olhasse pelas janelas voltadas para o leste, poderia ver vacas saltando de pára-quedas, com granadas nas patas, que elas atiravam para dentro do edifício, quebrando as vidraças.
- Humhum.
"Aleluia!” Pensa o pobre coitado do psicólogo. Há dois anos aquele jovem o visitava semanalmente, por imposição da mãe, e jamais admitiu ter qualquer problema. Finalmente iria dizer que era excessivamente tímido e introvertido, tinha problemas com sua altura, dificuldade para se comunicar com os outros e conflitos com o pai.
- Vacas.
- Como?
- Estou obcecado pelas vacas!
- Como assim? Que tipo de vaca?
- Todo tipo de vaca! Malhadas, leiteiras, com chifres, sem chifres, gordas, magras... Até vacas de desenho animado!
-Prossiga.
O terapeuta esperava outra confissão do garoto, é verdade. Mas se ele estava a fim de falar sobre vacas, que falasse. Quem sabe isso não revelaria algo a mais sobre ele? Talvez tivesse algum trauma de infância.
- Há mais de um mês sonho com elas. Às vezes é uma coisa simples: as vacas pastando em colinas verdes, mugindo, os bezerrinhos mamando. Já sonhei com vacas pulando cerca, como se fossem ovelhas. Vacas vestidas, indo trabalhar.
- Certo. Me conte com calma, não precisa se exaltar.
- Ontem sonhei com vacas carnívoras, que comiam carne de humanos. Os humanos eram o gado, entende? E as vacas dominavam o mundo.
- Você vê essas vacas só em sonhos?
- É. Não. Bom, encontrei uma vaca na rua, ontem. Era uma vaca comum, tava pastando num dos terrenos baldios, perto da minha casa. Você sabe, eu moro num bairro distante, pouco povoado...
- Qual a impressão que a vaca lhe causou?
- Ela falou comigo, doutor! – O paciente estava de olhos arregalados, como se tivesse acabado de ouvir a vaca falar. – Ela disse que nosso fim está próximo e que hoje elas vão explodir o empresarial mais importante da cidade!
O empresarial, óbvio, era aquele onde se encontrava o consultório.
O psicólogo estava preocupado com o garoto. Iria encaminhá-lo a um psiquiatra e pedir exames de sangue e urina, para ter certeza de que ele não estava usando alucinógenos.
Antes que pudesse dirigir novamente a palavra ao seu paciente, o jovem transtornado saltou da cadeira, gritando, e correu para fora do consultório. Iria tentar alcançar a segurança das ruas pela escadaria de incêndio.
Quem olhasse pelas janelas voltadas para o leste, poderia ver vacas saltando de pára-quedas, com granadas nas patas, que elas atiravam para dentro do edifício, quebrando as vidraças.
sábado, novembro 11, 2006
Finados 2006 - Parte Final
E inicia-se o domingo! O sol brilha, os pássaros cantam, os Smurfs saem de suas tocas cantando músicas toscas... ahm, ok, isso ainda é produto do meu sono.
Que tipo de gente acorda cedo no domingo? Eu, claro. Que tipo de gente acorda cedo pra pegar um ônibus pra Epitácio, pegar outro para Intermares, e não é para curtir um sol, e sim para preparar um seminário? Eu, claro.
Acordo, tomo um banho, como um pão assado com água, tomo minha colherada de mel (minha garganta pela manhã é inútil, principalmente aos domingos. Acho que ela também quer descansar) e segui para o ponto de ônibus. Não antes de passar protetor solar no rosto, graças a um pressentimento sobrenatural que apoderou-se de mim. Algo me dizia que eu iria precisar disso. Claro, peguei os óculos escuros emprestados do meu irmão, esquecendo, por um momento, que eu sou míope. Dez minutos, Vinte minutos... Ahn, eu acho que aquilo é o Geisel-Epitácio... ah, é sim.
E lá estou eu, num belo domingo ensolarado, na Epitácio Pessoa, de óculos escuros sem grau. E isso quase me fez perder o ônibus, mas isso são detalhes. Subi, fui assaltada pelo cobrador (R$ 1,60 por uma viagem para uma cidade satélite é um assalto) e me sentei. Meu ponto de referência? Primeira parada depois do antigo Water Park.
Impossível perder a parada, oras. Só passar as ruínas do Water Park. E o caminho se segue, fazendo turismo pela orla de João Pessoa, Bessa, e adjacências. Bem, eu acho que isso daqui é Intermares. Ah, sim, é. Quando os bares e cabeleireiros começam a ter nomes como "Intermares Bar", ou "Intermares Hair", eu sei que estou em intermares.
E vai seguindo, seguindo, e nada de achar aqueles toboáguas abandonados. Que coisa mais idiota fazer um parque aquático numa cidade litorânea! É quase como ter piscina numa casa de praia. Afinal, com um mar ENORME na sua frente, tomar banho de piscina é a coisa mais esdrúxula que existe. Até que o ônibus faz uma curva, rumando para a infame BR. Moço, eu passei demais da parada do Water Park? Ah, passei, foi? Tá, brigada...
Acho idiota o sistema de ônibus de Cabedelo. A saída é na parte de trás do ônibus, de modo que você anda contra o sentido do ônibus. Eu quase caí pelo menos umas duas vezes. Mas bem, desci, e gastei meus parcos créditos. Germana, querida, estou perdida. Em algum lugar do Poço, é. Ah, vou ter que ir voltando, é? Tá bom...
E voltei. Sobre areias avermelhadas e sob um sol capaz de fritar um ovo na minha cabeça, eu voltei. E foram os 30 minutos de caminhada mais demorados da minha vida. Suada, fedendo, irritada e cega diante de tanta luz, cheguei na casa dela. A dona da casa acabava de sair do banho, depois de uma bela noite de sono, e foi tomar café. Tomei café pela segunda vez, me re-hidratei, e perguntei da outra menina do grupo.
- Shuane? Não chegou ainda não...
E veja a hora que ela me chega: 10:40. Feliz, não? Paciência, paciência. Caraca, que piscina atraente. Ah, se eu tivesse trazido um biquíni... agora eu entendo porque as pessoas têm piscina mesmo morando a 20m da praia. Preguiça.
- Bem, Germana não leu o assunto porque ela não tinha. Lesse, Shuane?
- Li não, não vou mentir...
Aquilo realmente me irritou. Já não basta a pilantra (usando um termo alheio, com a devida não-autorização) se escorar em mim o curso inteiro, eu vou ter que fazer a porcaria do seminário sozinha? É, tudo bem, é nisso que dá ser otária. Relaxe, relaxe, conte até 10... até 20... até 29. Tá bom. Acalmou? Ótimo. Vamos cuidar do seminário.
E até às 18:40, ficamos sentadas, diante do computador, conversando mais besteira que fazendo o seminário. Almoçei um macarrão-chiclete, com mais catchup e queijo ralado que macarrão (como eu odeio macarrão), e um refresco muito ruim, que deveria ser de guaraná. Normal, normal. Ninguém faz almoço dia de domingo, quando os pais não estão em casa. Agora eu vejo uma utilidade maior para a piscina numa casa a 30 metros da praia: afogar colegas de turma.
A tarde se passa, mais falação de besteira, mais cansaço, e eu realmente estava me sentindo uma porca. Findo o trabalho, inicia-se a volta para casa. Eu tinha algo marcado para esse domingo, não tinha? Tinha sim, o que era...? Ah, claro. Um rodízio de pizza. Com uns amigos do Cefet, onde cursei o Ensino Médio. É, eu mal tenho dinheiro pra passagem, quanto mais prum rodízio? E eu não vou entrar na pizzaria de regata fedorenta, chinela havaiana que um dia foi branca, e a bolsa pesada como estava. Fui pra casa, tomei um banho e me senti como se tivesse passado o dia na praia: completamente ardida.
Advinhem? Ainda guardo o bronzeado da minha regata. =D
E aqui se findam minhas desventuras no feriado de Finados.
Vou ver se até amanhã posto um texto decente, só pra tirar essa tosqueira. =D
Que tipo de gente acorda cedo no domingo? Eu, claro. Que tipo de gente acorda cedo pra pegar um ônibus pra Epitácio, pegar outro para Intermares, e não é para curtir um sol, e sim para preparar um seminário? Eu, claro.
Acordo, tomo um banho, como um pão assado com água, tomo minha colherada de mel (minha garganta pela manhã é inútil, principalmente aos domingos. Acho que ela também quer descansar) e segui para o ponto de ônibus. Não antes de passar protetor solar no rosto, graças a um pressentimento sobrenatural que apoderou-se de mim. Algo me dizia que eu iria precisar disso. Claro, peguei os óculos escuros emprestados do meu irmão, esquecendo, por um momento, que eu sou míope. Dez minutos, Vinte minutos... Ahn, eu acho que aquilo é o Geisel-Epitácio... ah, é sim.
E lá estou eu, num belo domingo ensolarado, na Epitácio Pessoa, de óculos escuros sem grau. E isso quase me fez perder o ônibus, mas isso são detalhes. Subi, fui assaltada pelo cobrador (R$ 1,60 por uma viagem para uma cidade satélite é um assalto) e me sentei. Meu ponto de referência? Primeira parada depois do antigo Water Park.
Impossível perder a parada, oras. Só passar as ruínas do Water Park. E o caminho se segue, fazendo turismo pela orla de João Pessoa, Bessa, e adjacências. Bem, eu acho que isso daqui é Intermares. Ah, sim, é. Quando os bares e cabeleireiros começam a ter nomes como "Intermares Bar", ou "Intermares Hair", eu sei que estou em intermares.
E vai seguindo, seguindo, e nada de achar aqueles toboáguas abandonados. Que coisa mais idiota fazer um parque aquático numa cidade litorânea! É quase como ter piscina numa casa de praia. Afinal, com um mar ENORME na sua frente, tomar banho de piscina é a coisa mais esdrúxula que existe. Até que o ônibus faz uma curva, rumando para a infame BR. Moço, eu passei demais da parada do Water Park? Ah, passei, foi? Tá, brigada...
Acho idiota o sistema de ônibus de Cabedelo. A saída é na parte de trás do ônibus, de modo que você anda contra o sentido do ônibus. Eu quase caí pelo menos umas duas vezes. Mas bem, desci, e gastei meus parcos créditos. Germana, querida, estou perdida. Em algum lugar do Poço, é. Ah, vou ter que ir voltando, é? Tá bom...
E voltei. Sobre areias avermelhadas e sob um sol capaz de fritar um ovo na minha cabeça, eu voltei. E foram os 30 minutos de caminhada mais demorados da minha vida. Suada, fedendo, irritada e cega diante de tanta luz, cheguei na casa dela. A dona da casa acabava de sair do banho, depois de uma bela noite de sono, e foi tomar café. Tomei café pela segunda vez, me re-hidratei, e perguntei da outra menina do grupo.
- Shuane? Não chegou ainda não...
E veja a hora que ela me chega: 10:40. Feliz, não? Paciência, paciência. Caraca, que piscina atraente. Ah, se eu tivesse trazido um biquíni... agora eu entendo porque as pessoas têm piscina mesmo morando a 20m da praia. Preguiça.
- Bem, Germana não leu o assunto porque ela não tinha. Lesse, Shuane?
- Li não, não vou mentir...
Aquilo realmente me irritou. Já não basta a pilantra (usando um termo alheio, com a devida não-autorização) se escorar em mim o curso inteiro, eu vou ter que fazer a porcaria do seminário sozinha? É, tudo bem, é nisso que dá ser otária. Relaxe, relaxe, conte até 10... até 20... até 29. Tá bom. Acalmou? Ótimo. Vamos cuidar do seminário.
E até às 18:40, ficamos sentadas, diante do computador, conversando mais besteira que fazendo o seminário. Almoçei um macarrão-chiclete, com mais catchup e queijo ralado que macarrão (como eu odeio macarrão), e um refresco muito ruim, que deveria ser de guaraná. Normal, normal. Ninguém faz almoço dia de domingo, quando os pais não estão em casa. Agora eu vejo uma utilidade maior para a piscina numa casa a 30 metros da praia: afogar colegas de turma.
A tarde se passa, mais falação de besteira, mais cansaço, e eu realmente estava me sentindo uma porca. Findo o trabalho, inicia-se a volta para casa. Eu tinha algo marcado para esse domingo, não tinha? Tinha sim, o que era...? Ah, claro. Um rodízio de pizza. Com uns amigos do Cefet, onde cursei o Ensino Médio. É, eu mal tenho dinheiro pra passagem, quanto mais prum rodízio? E eu não vou entrar na pizzaria de regata fedorenta, chinela havaiana que um dia foi branca, e a bolsa pesada como estava. Fui pra casa, tomei um banho e me senti como se tivesse passado o dia na praia: completamente ardida.
Advinhem? Ainda guardo o bronzeado da minha regata. =D
E aqui se findam minhas desventuras no feriado de Finados.
Vou ver se até amanhã posto um texto decente, só pra tirar essa tosqueira. =D
A Vaca
- Tio! Você sabe desenhar bicho?
- Sei.
- Qualquer bicho?
- Qualquer bicho. Você quer que eu desenhe um pra você?
- Quero! Desenha uma vaca!
- Certo.
O tio esperava que a menina pedisse um gatinho, borboleta, coelhinho; essas coisinhas fofinhas que menininhas sempre pedem. De qualquer modo, que mal haveria em desenhar uma vaca?
- Amarela. E com a barriga rosa. E não uma vaca de verdade, desenha ela em pé, com os braços abertos.
E ele começou a desenhar a vaca para sua sobrinha. Quis fazer no estilo de desenho animado, porém a menina protestou. Não queria uma vaca de verdade, mas também não queria que fosse tão de mentira assim.
- E esse nariz?
- O que tem o nariz?
- Faz mais redondo. Assim, como uma tomada. E o chifre tá muito grande!
- Então você quer um focinho de porco numa vaca mocha?
- O que quer dizer mocha, tio?
- Que não tem chifres. Vou diminuir o dela, tá bom? Tem certeza quanto ao nariz?
- Daqui a pouco eu vejo isso. Faz um óculos desses de motorista de avião!
- Um óculos de piloto de avião. Na vaca.
- É! Nos olhos dela!
O tio se surpreendera com a fertilidade da imaginação de sua sobrinha. Mas se ela queria uma vaca amarela e rosa, mocha, com fuça de porco e óculos de aviador, por que não?
- Agora desenha a mochila, tio!
- Que mochila?
- A do pára-quedas, né? Ela tá no céu!
- Mochila do pára-quedas!?! ...
- É, essa vaca não voa, só a do desenho animado que passa da tv é que sabe. Faz o pára-quedas aberto, senão ela se esborracha.
Cega a vaca não ficaria, afinal já tinha os óculos! Ele riu da criatividade da menina! Quem sabe não a chamaria para ajudá-lo, quando precisasse ilustrar um livro infantil? E deu à vaca um pára-quedas vermelho.
- Mas... vermelho? Não combina com os óculos!
- Ah, não?
- Não! Os óculos são azuis!
- Você não acha que, com os óculos azuis, o pára-quedas azul e o céu azul, vai ficar tudo azul demais?
- Mas o céu não é azul.
- Não?!
- Não. Ela tá saltando ao pôr-do-sol; tem que ser rosa. E laranja; e vermelho; e lilás!
- E a barriga da vaca?
- É rosa clarinho, feito cor de pele.
- Certo. Mais alguma coisa?
- O nariz! Faz ele redondo, mas sem ser de porco. Porco é feio.
- Então tá. Aqui está a sua vaca.
- Obrigada, tio!
E a menina sapecou um beijo na bochecha do tio e foi mostrar pra chata da irmã, apenas dois anos mais velha, que vacas pára-quedistas existiam sim, tá?
- Sei.
- Qualquer bicho?
- Qualquer bicho. Você quer que eu desenhe um pra você?
- Quero! Desenha uma vaca!
- Certo.
O tio esperava que a menina pedisse um gatinho, borboleta, coelhinho; essas coisinhas fofinhas que menininhas sempre pedem. De qualquer modo, que mal haveria em desenhar uma vaca?
- Amarela. E com a barriga rosa. E não uma vaca de verdade, desenha ela em pé, com os braços abertos.
E ele começou a desenhar a vaca para sua sobrinha. Quis fazer no estilo de desenho animado, porém a menina protestou. Não queria uma vaca de verdade, mas também não queria que fosse tão de mentira assim.
- E esse nariz?
- O que tem o nariz?
- Faz mais redondo. Assim, como uma tomada. E o chifre tá muito grande!
- Então você quer um focinho de porco numa vaca mocha?
- O que quer dizer mocha, tio?
- Que não tem chifres. Vou diminuir o dela, tá bom? Tem certeza quanto ao nariz?
- Daqui a pouco eu vejo isso. Faz um óculos desses de motorista de avião!
- Um óculos de piloto de avião. Na vaca.
- É! Nos olhos dela!
O tio se surpreendera com a fertilidade da imaginação de sua sobrinha. Mas se ela queria uma vaca amarela e rosa, mocha, com fuça de porco e óculos de aviador, por que não?
- Agora desenha a mochila, tio!
- Que mochila?
- A do pára-quedas, né? Ela tá no céu!
- Mochila do pára-quedas!?! ...
- É, essa vaca não voa, só a do desenho animado que passa da tv é que sabe. Faz o pára-quedas aberto, senão ela se esborracha.
Cega a vaca não ficaria, afinal já tinha os óculos! Ele riu da criatividade da menina! Quem sabe não a chamaria para ajudá-lo, quando precisasse ilustrar um livro infantil? E deu à vaca um pára-quedas vermelho.
- Mas... vermelho? Não combina com os óculos!
- Ah, não?
- Não! Os óculos são azuis!
- Você não acha que, com os óculos azuis, o pára-quedas azul e o céu azul, vai ficar tudo azul demais?
- Mas o céu não é azul.
- Não?!
- Não. Ela tá saltando ao pôr-do-sol; tem que ser rosa. E laranja; e vermelho; e lilás!
- E a barriga da vaca?
- É rosa clarinho, feito cor de pele.
- Certo. Mais alguma coisa?
- O nariz! Faz ele redondo, mas sem ser de porco. Porco é feio.
- Então tá. Aqui está a sua vaca.
- Obrigada, tio!
E a menina sapecou um beijo na bochecha do tio e foi mostrar pra chata da irmã, apenas dois anos mais velha, que vacas pára-quedistas existiam sim, tá?
sexta-feira, novembro 10, 2006
Uma Tarde Muito Comum
Uma garotinha ia andando pela rua, ao longo de um parque, num dia ensolarado. Ela tinha três balões numa mão, um ursinho de pelúcia na outra, choviam flores do céu e borboletas brilhavam em seus arbustos.
Lagartinhas dançavam o Cancã no gramado verde-limão e girassóis lilases aplaudiam.
Os cogumelos, que cresciam em abundância no verão, tinham um lado azul e um vermelho e cada lado transportava para um canto diferente. Você poderia ir para Zion ou para o País das Maravilhas.
Alice ainda era muito nova para conhecer o país estranho. De qualquer modo, o Chapeleiro ainda não era maluco e o ratinho do bule ainda não sabia recitar o poema da estrelinha, então não teria tanta graça.
Ela soltou seus balões, que foram esperá-la à sombra de uma árvore, e sentou-se para conversar com os homens-biscoito, muito confeitados com seus enfeites, que evitavam as poças de leite.
Um dos homens-biscoito colheu algumas das minúsculas flores que choviam e deu para o ursinho de Alice.
Aviões chamaram a atenção deles. Eram as vacas pára-quedistas, que realizariam piruetas no céu rosado do meio da tarde.
Quando elas começaram a cuspir fogos de artifício, como num show pirotécnico, eu acordei. Até para mim loucura tem limite.
Lagartinhas dançavam o Cancã no gramado verde-limão e girassóis lilases aplaudiam.
Os cogumelos, que cresciam em abundância no verão, tinham um lado azul e um vermelho e cada lado transportava para um canto diferente. Você poderia ir para Zion ou para o País das Maravilhas.
Alice ainda era muito nova para conhecer o país estranho. De qualquer modo, o Chapeleiro ainda não era maluco e o ratinho do bule ainda não sabia recitar o poema da estrelinha, então não teria tanta graça.
Ela soltou seus balões, que foram esperá-la à sombra de uma árvore, e sentou-se para conversar com os homens-biscoito, muito confeitados com seus enfeites, que evitavam as poças de leite.
Um dos homens-biscoito colheu algumas das minúsculas flores que choviam e deu para o ursinho de Alice.
Aviões chamaram a atenção deles. Eram as vacas pára-quedistas, que realizariam piruetas no céu rosado do meio da tarde.
Quando elas começaram a cuspir fogos de artifício, como num show pirotécnico, eu acordei. Até para mim loucura tem limite.
Vacas
Recebi esse site por scrap no orkut de um amigo e mostrei pra outro no MSN. Ele achou divertido e tudo mais, mas não entendeu o real perigo da situação.
Resolvi instituir o Fim-de-Semana das Vacas, somente para abrir os olhos dessas criaturas desatentas.
Vocês que moram em bairros "civilizados" têm sorte, não precisam topar com essas criaturas quase todo dia. Se toparem... sorriam e façam cara de bonzinho. Garanta que elas o considerem um amigo. Nunca se sabe o que pode acontecer! =D
Resolvi instituir o Fim-de-Semana das Vacas, somente para abrir os olhos dessas criaturas desatentas.
Vocês que moram em bairros "civilizados" têm sorte, não precisam topar com essas criaturas quase todo dia. Se toparem... sorriam e façam cara de bonzinho. Garanta que elas o considerem um amigo. Nunca se sabe o que pode acontecer! =D
quinta-feira, novembro 09, 2006
Hoje eu vou apenas falar que por mais que o dia tenha sido cheio de acontecimentos nem um pouco planejados... o céu estava azul [eu amo céus azuis], o sol brilhou e as árvores estavam verdes...estou feliz porque tenho olhos que enxergam estas coisas.
Aquilo que era pra ter sido uma atividade jurídica se tornou um passeio com cheetos e cinema; não me arrependi. [talvez esta informação devesse ser secreta no momento]
Nem sempre as pessoas vão nos dar aquilo que esperamos...então, acho que é melhor não esperar né? "O que vier é lucro". ha!
Talvez o problema seja: projeto o que quero nos outros, mas- por que não- eu mesma fazer?? Eu mesma realizar o tal projeto? Eu mesma. [vou anotar isto e colar na minha geladeira]
Agora parece uma boa hora para me livrar da maldição do coelho de "wonderland"...e contar os tais 6 segredos...tudo caminhou para isto...hahahaha.
Eu espero demais.
Eu faço pouco.
Eu sou impaciente. [paradoxal isto, se comparado com o primeiro segredo]
Eu nunca estou satisfeita, sempre quero mais...bem mais.
Eu queria muitas vezes ficar presa num certo momento da minha vida.
E queria muitas vezes pular certos momentos. Mas Click [the film] comprova que pular momentos não dá em coisa boa.
As maldições??? Pra quem serão???
Vou poupar vocês, ok.
Ps. acho que estes escritos deveriam ter ficado no meu diário de debutante...
Aquilo que era pra ter sido uma atividade jurídica se tornou um passeio com cheetos e cinema; não me arrependi. [talvez esta informação devesse ser secreta no momento]
Nem sempre as pessoas vão nos dar aquilo que esperamos...então, acho que é melhor não esperar né? "O que vier é lucro". ha!
Talvez o problema seja: projeto o que quero nos outros, mas- por que não- eu mesma fazer?? Eu mesma realizar o tal projeto? Eu mesma. [vou anotar isto e colar na minha geladeira]
Agora parece uma boa hora para me livrar da maldição do coelho de "wonderland"...e contar os tais 6 segredos...tudo caminhou para isto...hahahaha.
Eu espero demais.
Eu faço pouco.
Eu sou impaciente. [paradoxal isto, se comparado com o primeiro segredo]
Eu nunca estou satisfeita, sempre quero mais...bem mais.
Eu queria muitas vezes ficar presa num certo momento da minha vida.
E queria muitas vezes pular certos momentos. Mas Click [the film] comprova que pular momentos não dá em coisa boa.
As maldições??? Pra quem serão???
Vou poupar vocês, ok.
Ps. acho que estes escritos deveriam ter ficado no meu diário de debutante...
Finados 2006 - Parte II
E continuando a epopéia...
Segundo Aristóteles, toda grande epopéia deve ter um só argumento. O resto são episódios. Acho que a minha vida é uma série de episódios...
Segue a sexta-feira de manhã. Como qualquer pessoa em casa alheia, eu não consigo dormir até além das 8h. Não importa o quanto me esforce, não consigo. Talvez pelo meu sono leve, ou simplesmente pela idéia de estar na casa de alguém.
Na verdade, eu me acordei às 6:30h, às 7:10, às 7:50, às 8:10 e às 8:40. Daí eu cansei de tentar dormir e acordei Fernanda. Tomamos café (pãozinho do Hiperbompreço, me lembra a minha infância em Recife, de quando tínhamos dinheiro para fazer feira em hipermercados. Pão do Bompreço sempre me remete à infância. E mortadela da Turma da Mônica também), e então eu me lembrei que tinha estômago, e que ele estava um pouco enjoado. Depois fomos assistir TV, e tudo o que eu posso concluir é: ou os desenhos estão idiotas demais para crianças, ou as crianças estão emburrecendo a cada dia. Prefiro pensar que a primeira premissa é a verdadeira.
Daí tomei um banho, porque João Pessoa é, oficialmente, uma filial do inferno, e arrastei Fernanda comigo até a parada. Conversamos bobagens, e eu agradeci por estar de tênis, se não tinha afundado meu pé, minha calça e acho que até meu cérebro nas areias do Bessa. O ônibus não tardou a passar, nos despedimos e eu fiz ela assinar um contrato a sangue que ela me devia uma noite na minha casa. Tá, a parte do sangue era mentira, mas que ela me deve uma noitada regada a coca-cola, besteirol e outras coisas mais divertidas, ela me deve.
Desci na Epitácio, andei uns 600m que me pareceram 600km e passei na casa do meu namorado. Ele dormia um sono pesado, e eu confesso que invejo essa capacidade. Quem consegue dormir até meio-dia? -.- Falamos um pouco de besteira e ele foi me deixar em casa. Pelo menos não andei os 600km de volta à Epitácio! =D
Ok, chego em casa, não como nada, tomo um banho e caio na cama, para ficar pelo menos decente quando o meu namorado/ noivo/ quase-esposo/ ou sei lá mais o quê chegasse. E eis que meu irmão mais novo abre a porta, dizendo que vai sair - o que, quase que obrigatoriamente, me faz sair também. Minha mãe não gosta que eu receba pessoas do sexo masculino quando ela não está em casa, e como eu não sou lésbica, isso inclui meu consorte. Dirigi-lhe um gesto obsceno e fui desenhar, porque afinal, eu não ia conseguir dormir mesmo.
Cheguei no shopping com uma hora de atraso, graças ao meu amado irmão. Andamos um pouco, conversamos muita besteira, andamos mais um pouco, conversamos ainda mais besteira, e liga um colega nosso, dizendo que vai estar passando lá para nos levar ao Rockabillys (e uma das certezas da minha vida é que eu NUNCA vou aprender a escrever o nome dessa lanchonete). Bem, eu estava com pouca fome, mas topei. Não queria chegar em casa cedo mesmo.
A surpresa não foi esse colega se atrasar - foi ele chegar acompanhado do patrão. Nunca que eu ia ter a cara de pau de pedir ao meu patrão que ele fosse buscar meus amigos em qualquer lugar, mesmo que fosse caminho, e por mais simpático que ele fosse. Mas bem, acho que as minhas regras de etiqueta é que são inadequadas para o mundo moderno...
Fiquei lá, incrivelmente sem jeito, ouvindo eles falarem de notebooks, de clientes chatos, de lanchonetes, e de sei lá mais o quê. Estava cansada, as pernas doendo, e quase que dormi com o ar-condicionado do carro. Pelo menos o patrão dirigia infitamente melhor que o referido colega.
Fomos então para a casa dele, e eu, claro, quase que caio de cara no chão ao sair do carro. Normal, essas coisas sempre acontecem. Principalmente comigo. Encontro um outro amigo meu, de longa data, e sua respectiva namorada. Bem, eu ainda acho que a menina morre de ciúmes de mim, mas eu prefiro não pensar a respeito. Fomos muito educadas uma com a outra, com direito a dois beijinhos no rosto e tudo. Daí nos dirigimos à bendita lanchonete, e ainda hoje eu me surpreendo com a capacidade de que aqueles sanduíches têm que me deixarem empazinada. Chantageei uma carona até a Epitácio Pessoa e cheguei em casa relativamente rápido.
Tomei um banho, liguei o computador, chequei e-mail, entrei no MSN (um dos meus vícios) e ainda lezei um pouco. Depois, meu destino era um tanto óbvio: mergulhei nos braços de Morpheu e dormi que nem pedra.
O sábado foi um tédio, fiquei em casa estudando o tempo todo. Mas o domingo contou com as minhas aventuras na praia do Poço, não percam. :P
Segundo Aristóteles, toda grande epopéia deve ter um só argumento. O resto são episódios. Acho que a minha vida é uma série de episódios...
Segue a sexta-feira de manhã. Como qualquer pessoa em casa alheia, eu não consigo dormir até além das 8h. Não importa o quanto me esforce, não consigo. Talvez pelo meu sono leve, ou simplesmente pela idéia de estar na casa de alguém.
Na verdade, eu me acordei às 6:30h, às 7:10, às 7:50, às 8:10 e às 8:40. Daí eu cansei de tentar dormir e acordei Fernanda. Tomamos café (pãozinho do Hiperbompreço, me lembra a minha infância em Recife, de quando tínhamos dinheiro para fazer feira em hipermercados. Pão do Bompreço sempre me remete à infância. E mortadela da Turma da Mônica também), e então eu me lembrei que tinha estômago, e que ele estava um pouco enjoado. Depois fomos assistir TV, e tudo o que eu posso concluir é: ou os desenhos estão idiotas demais para crianças, ou as crianças estão emburrecendo a cada dia. Prefiro pensar que a primeira premissa é a verdadeira.
Daí tomei um banho, porque João Pessoa é, oficialmente, uma filial do inferno, e arrastei Fernanda comigo até a parada. Conversamos bobagens, e eu agradeci por estar de tênis, se não tinha afundado meu pé, minha calça e acho que até meu cérebro nas areias do Bessa. O ônibus não tardou a passar, nos despedimos e eu fiz ela assinar um contrato a sangue que ela me devia uma noite na minha casa. Tá, a parte do sangue era mentira, mas que ela me deve uma noitada regada a coca-cola, besteirol e outras coisas mais divertidas, ela me deve.
Desci na Epitácio, andei uns 600m que me pareceram 600km e passei na casa do meu namorado. Ele dormia um sono pesado, e eu confesso que invejo essa capacidade. Quem consegue dormir até meio-dia? -.- Falamos um pouco de besteira e ele foi me deixar em casa. Pelo menos não andei os 600km de volta à Epitácio! =D
Ok, chego em casa, não como nada, tomo um banho e caio na cama, para ficar pelo menos decente quando o meu namorado/ noivo/ quase-esposo/ ou sei lá mais o quê chegasse. E eis que meu irmão mais novo abre a porta, dizendo que vai sair - o que, quase que obrigatoriamente, me faz sair também. Minha mãe não gosta que eu receba pessoas do sexo masculino quando ela não está em casa, e como eu não sou lésbica, isso inclui meu consorte. Dirigi-lhe um gesto obsceno e fui desenhar, porque afinal, eu não ia conseguir dormir mesmo.
Cheguei no shopping com uma hora de atraso, graças ao meu amado irmão. Andamos um pouco, conversamos muita besteira, andamos mais um pouco, conversamos ainda mais besteira, e liga um colega nosso, dizendo que vai estar passando lá para nos levar ao Rockabillys (e uma das certezas da minha vida é que eu NUNCA vou aprender a escrever o nome dessa lanchonete). Bem, eu estava com pouca fome, mas topei. Não queria chegar em casa cedo mesmo.
A surpresa não foi esse colega se atrasar - foi ele chegar acompanhado do patrão. Nunca que eu ia ter a cara de pau de pedir ao meu patrão que ele fosse buscar meus amigos em qualquer lugar, mesmo que fosse caminho, e por mais simpático que ele fosse. Mas bem, acho que as minhas regras de etiqueta é que são inadequadas para o mundo moderno...
Fiquei lá, incrivelmente sem jeito, ouvindo eles falarem de notebooks, de clientes chatos, de lanchonetes, e de sei lá mais o quê. Estava cansada, as pernas doendo, e quase que dormi com o ar-condicionado do carro. Pelo menos o patrão dirigia infitamente melhor que o referido colega.
Fomos então para a casa dele, e eu, claro, quase que caio de cara no chão ao sair do carro. Normal, essas coisas sempre acontecem. Principalmente comigo. Encontro um outro amigo meu, de longa data, e sua respectiva namorada. Bem, eu ainda acho que a menina morre de ciúmes de mim, mas eu prefiro não pensar a respeito. Fomos muito educadas uma com a outra, com direito a dois beijinhos no rosto e tudo. Daí nos dirigimos à bendita lanchonete, e ainda hoje eu me surpreendo com a capacidade de que aqueles sanduíches têm que me deixarem empazinada. Chantageei uma carona até a Epitácio Pessoa e cheguei em casa relativamente rápido.
Tomei um banho, liguei o computador, chequei e-mail, entrei no MSN (um dos meus vícios) e ainda lezei um pouco. Depois, meu destino era um tanto óbvio: mergulhei nos braços de Morpheu e dormi que nem pedra.
O sábado foi um tédio, fiquei em casa estudando o tempo todo. Mas o domingo contou com as minhas aventuras na praia do Poço, não percam. :P
terça-feira, novembro 07, 2006
Ria de Mim... Ok, você sabe o resto.
Escolhi o título de um livro de auto-ajuda para o post de hoje. Não que esse post vá fazer com que sua vida melhore substancialmente ou que você passe a enchergar a luz no fim do túnel, o sentido de tudo, o motivo pelo qual está só e quem é a Morte.
Acordei às 7h00 da manhã. Um horário definitivamente incomum para alguém que não tem atividades durante a manhã e pode ficar dormindo até a hora do almoço, mas o fato é que eu tinha algo para fazer. Ou assim eu pensava.
Segundo o calendário divulgado no site da UFPB, essa é minha semana de matrícula. Outros feras de jornalismo iam fazer a matrícula hoje, às 9h00, então combinamos todos de nos encontrar, certo? Certo, na frente da coordenação do curso.
Lá vou eu, não-feliz, porque tava morrendo de calor, não-alegre (sono) e não-saltitante (já viu alguém saltitar num ônibus?). Troquei de ônibus e desci na Federal, no ponto certo dessa vez (diferente de todas as outras, nas quais desci um ponto antes). Cheguei na calçada e... caí. isso mesmo. Tropecei no ar e me esborrachei no chão. Me levantei, me limpei, fiquei menos enraivecida por não ter rasgado a saia e fui embora.
Já no DECOM me toco que não sei de um fator muito importante para que minha matrícula seja realizada: onde fica a coordenação do meu curso. Perguntei na cantina. A mulher vira pra mim e diz:
- Sabe esse corredor por onde você veio?
-Hum.
- Você volta nele mesmo e vai até o fim, a coordenação fica no último bloco.
E lá vou eu, para o último bloco, que no caso era o primeiro. Pelo menos tem sombra. Cheguei na coordenação do DECOM e dei de cara com a coordenação do departamento de artes, que me informa que eu devo entrar no corredor à direita e ir até o fim. Chego no que acho que é o fim, na coordenação de comunicação-sei-lá-o-quê e descubro que há uma sala além dela, que é a minha coordenação.
Ufa! Até que enfim! E aí? Posso fazer minhapré-matrícula? Ah, a data tava errada, é? Erro de digitação? Sei... E a pré-matrícula mesmo é em dezembro? Ok. Não, eu não tenho nenhum curso que possa compensar as cadeiras pra adiantar os períodos aqui. Até dezembro então, ok?
Já que eu estava na UFPB, o negócio era passear. Encontre com duas amigas (e um amigo, mais tarde), descobri onde é a melhor cantina, qual o melhor lugar pra tirar xérox e que sei o caminho pra Praça da Alegria. Mas isso deve ser o básico pra qualquer um que passa no vestibular.
Cheguei em casa tranqüila e calma, achei o programa que eu procurava e, depois do almoço, fui encontrar um amigo meu. A pedido do meu pai, ia ver uns carros num feirão e como sei tanto de carros como de futebol, chamei esse meu amigo, que pelo menos entende do assunto.
Cheguei no lugar marcado 20 min atrasada. Sem problemas, afinal não era muito tempo. Logo que entrei, constatei que a criatura ainda não se encontrava lá, o que me redimia do meu atraso, ele passava a ser o atrasado.
Pedi um sorvete, pra espantar o calor enquanto esperava. Um belo sunday de chocolate com farofa de castanha em cima, sabe? Eu andava doida pra comer castanha, vê se eu ia deixar passar a chance! Pedi meu sorvete, paguei e estava levando a bandeja pra mesa, com todo o cuidado do mundo. Não sei quem foi que disse que sou tão tão delicada quanto um mamute numa loja de cristais, mas isso não vem ao caso. Eu não vou discutir, vou tentar não fazer um desastre muito grande. Coloquei a bandeja na mesa. Nenhum acidente até aqui. Me sentei, aliviada e... o sorvete caiu, derramando toda a minha castanha moída.
Bom, menos colesterol, menos gorduras, menos calorias no meu sorvete. Claro que a melhor parte dele - e a mais saudável - foi embora, mas o dia não estava de todo perdido. Estava?
Sem problemas com os carros. Chega respirei aliviada. Daí em diante eu apenas machuquei meu pé e cheguei atrasada na dança. Contei minha odisséia para as minhas colegas e uma delas ficou impressionada por eu estar contando tão calma, com tão bom humor.
Claro que eu estava calma, imagina se eu fosse me estressar de verdade por cada uma dessas pequenas coisas? Na hora em que vi que acordei com o pé esquerdo, respirei fundo, botei "Smile" pra tocar e continuei. Uma hora o dia acaba que eu sei!!!
* (Morte é do sexo masculino, na verdade. E é basicamente uma criatura ossuda com um capuz, mas só um mago pode dizer isso com certeza, afinal só eles tem o direito de que Morte os venha buscar pessoalmente. Dizem por aí, também, que Ele comprou uma moto, mas não posso garantir a veracidade do fato.)
** (O livro se chama "Ria de Mim Antes que eu Ria de Você". Há o vol. 2 também: "Ria de Mim Antes que eu Ria Mais de Você" [ou será "... Antes que Eu Ria de Você Novamente"?]. Viu que fantástico?)
Acordei às 7h00 da manhã. Um horário definitivamente incomum para alguém que não tem atividades durante a manhã e pode ficar dormindo até a hora do almoço, mas o fato é que eu tinha algo para fazer. Ou assim eu pensava.
Segundo o calendário divulgado no site da UFPB, essa é minha semana de matrícula. Outros feras de jornalismo iam fazer a matrícula hoje, às 9h00, então combinamos todos de nos encontrar, certo? Certo, na frente da coordenação do curso.
Lá vou eu, não-feliz, porque tava morrendo de calor, não-alegre (sono) e não-saltitante (já viu alguém saltitar num ônibus?). Troquei de ônibus e desci na Federal, no ponto certo dessa vez (diferente de todas as outras, nas quais desci um ponto antes). Cheguei na calçada e... caí. isso mesmo. Tropecei no ar e me esborrachei no chão. Me levantei, me limpei, fiquei menos enraivecida por não ter rasgado a saia e fui embora.
Já no DECOM me toco que não sei de um fator muito importante para que minha matrícula seja realizada: onde fica a coordenação do meu curso. Perguntei na cantina. A mulher vira pra mim e diz:
- Sabe esse corredor por onde você veio?
-Hum.
- Você volta nele mesmo e vai até o fim, a coordenação fica no último bloco.
E lá vou eu, para o último bloco, que no caso era o primeiro. Pelo menos tem sombra. Cheguei na coordenação do DECOM e dei de cara com a coordenação do departamento de artes, que me informa que eu devo entrar no corredor à direita e ir até o fim. Chego no que acho que é o fim, na coordenação de comunicação-sei-lá-o-quê e descubro que há uma sala além dela, que é a minha coordenação.
Ufa! Até que enfim! E aí? Posso fazer minhapré-matrícula? Ah, a data tava errada, é? Erro de digitação? Sei... E a pré-matrícula mesmo é em dezembro? Ok. Não, eu não tenho nenhum curso que possa compensar as cadeiras pra adiantar os períodos aqui. Até dezembro então, ok?
Já que eu estava na UFPB, o negócio era passear. Encontre com duas amigas (e um amigo, mais tarde), descobri onde é a melhor cantina, qual o melhor lugar pra tirar xérox e que sei o caminho pra Praça da Alegria. Mas isso deve ser o básico pra qualquer um que passa no vestibular.
Cheguei em casa tranqüila e calma, achei o programa que eu procurava e, depois do almoço, fui encontrar um amigo meu. A pedido do meu pai, ia ver uns carros num feirão e como sei tanto de carros como de futebol, chamei esse meu amigo, que pelo menos entende do assunto.
Cheguei no lugar marcado 20 min atrasada. Sem problemas, afinal não era muito tempo. Logo que entrei, constatei que a criatura ainda não se encontrava lá, o que me redimia do meu atraso, ele passava a ser o atrasado.
Pedi um sorvete, pra espantar o calor enquanto esperava. Um belo sunday de chocolate com farofa de castanha em cima, sabe? Eu andava doida pra comer castanha, vê se eu ia deixar passar a chance! Pedi meu sorvete, paguei e estava levando a bandeja pra mesa, com todo o cuidado do mundo. Não sei quem foi que disse que sou tão tão delicada quanto um mamute numa loja de cristais, mas isso não vem ao caso. Eu não vou discutir, vou tentar não fazer um desastre muito grande. Coloquei a bandeja na mesa. Nenhum acidente até aqui. Me sentei, aliviada e... o sorvete caiu, derramando toda a minha castanha moída.
Bom, menos colesterol, menos gorduras, menos calorias no meu sorvete. Claro que a melhor parte dele - e a mais saudável - foi embora, mas o dia não estava de todo perdido. Estava?
Sem problemas com os carros. Chega respirei aliviada. Daí em diante eu apenas machuquei meu pé e cheguei atrasada na dança. Contei minha odisséia para as minhas colegas e uma delas ficou impressionada por eu estar contando tão calma, com tão bom humor.
Claro que eu estava calma, imagina se eu fosse me estressar de verdade por cada uma dessas pequenas coisas? Na hora em que vi que acordei com o pé esquerdo, respirei fundo, botei "Smile" pra tocar e continuei. Uma hora o dia acaba que eu sei!!!
* (Morte é do sexo masculino, na verdade. E é basicamente uma criatura ossuda com um capuz, mas só um mago pode dizer isso com certeza, afinal só eles tem o direito de que Morte os venha buscar pessoalmente. Dizem por aí, também, que Ele comprou uma moto, mas não posso garantir a veracidade do fato.)
** (O livro se chama "Ria de Mim Antes que eu Ria de Você". Há o vol. 2 também: "Ria de Mim Antes que eu Ria Mais de Você" [ou será "... Antes que Eu Ria de Você Novamente"?]. Viu que fantástico?)
segunda-feira, novembro 06, 2006
Finados 2006 - Uma Odisséia em João Pessoa
Ainda bem que eu não vou a cemitérios em dia de Finados - pelo menos por enquanto. Se bem que esse fim de semana quase que eu ia - para o meu enterro. E sim, isso é uma hipérbole. Ah, não sabe o que é uma hipérbole? Olhe no dicionário.
Começamos com a quinta-feira, como todo bom feriadão. Na verdade, todos sabem que o bom feriadão começa na segunda à noite, e você emenda a semana inteira. Claro, o meu feriado começa e termina na internet. Isso que dá não ter vida social. Mas voltemos à quinta-feira.
Acordo cedo, faço algumas coisas em casa, estudo um pouco, leio o meu saudável Castelo Falkesntein (ah, também não sabe o que é? Procure no Google!) e vou ajeitar minha pequena mala: por milagres de todos os deuses do Olimpo, eu vou dormir fora de casa! Não, ainda não é na casa do meu namorado, mas espero que em breve seja na minha casa. Em todo o caso, fui dormir na casa de uma amiga.
Separo as roupas, pijama, calcinhas, escova de dentes nova... eu preciso de uma mala! E o que eu acho? Uma mala, preta, discreta. E rasgada! Ah, eu não ia deixar isso estragar o meu fim de semana! Só tem tu, vai tu mermo!
Separei uma quantidade de roupas suficiente para uma semana, praticamente. Nunca se sabe do que pode se precisar. E lá fui eu, para o famigerado Centro de Integração, "onde você vai a qualquer ponto da cidade pagando apenas uma passagem". Meu destino era o Bessa, do outro lado da cidade. Tudo bem, nada vai estragar o meu fim de semana. Certo?
Espero o ônibus por 30 minutos, levo mais 30 para chegar no maldito Integração, e 20 minutos esperando o outro ônibus. Meu destino inicial era a casa de um colega, iríamos jogar RPG. e à noite eu me dirigiria (na verdade iriam de dirigir, porque eu tenho a orientação espacial de um ornitorrinco tonto, gripado e com dor de cabeça) à casa da minha amiga. E bem, eu cheguei às 3h da tarde. Começamos a jogar às 5h. Imaginem o meu humor.
Passa-se a sessão (com muitos comentários maldosos, conversas inúteis, e acreditem: nunca mais comerei esfirra do mesmo jeito. Acho que nunca mais comerei mesmo), e vou-me (devidamente atrasada, porque eu nunca consigo chegar na hora em qualquer lugar, nem na minha aula) para a casa de Fernanda. Tomo um banho rápido, chegamos atrasados no suposto cinema, amigos estressados, puta dor nas costas e enjôo. Quem disse que ser menina tem muitas vantagens? Tudo bem, nada vai estragar meu fim de semana. Certo? CERTO?
Mas eu não posso reclamar. As esfirras (oh, God!), os biscoitos de chocolate, a coca-cola que me acordou do sono, o pão do hiperbompreço no dia seguinte... e a companhia da noite, claro. Foi uma noite adorável, querida. Temos que repetir a dose. E sim, isso foi feito para soar ambíguo.
Confira o resto no próximo post! Ou não, isso tá uma droga mesmo! =D
Começamos com a quinta-feira, como todo bom feriadão. Na verdade, todos sabem que o bom feriadão começa na segunda à noite, e você emenda a semana inteira. Claro, o meu feriado começa e termina na internet. Isso que dá não ter vida social. Mas voltemos à quinta-feira.
Acordo cedo, faço algumas coisas em casa, estudo um pouco, leio o meu saudável Castelo Falkesntein (ah, também não sabe o que é? Procure no Google!) e vou ajeitar minha pequena mala: por milagres de todos os deuses do Olimpo, eu vou dormir fora de casa! Não, ainda não é na casa do meu namorado, mas espero que em breve seja na minha casa. Em todo o caso, fui dormir na casa de uma amiga.
Separo as roupas, pijama, calcinhas, escova de dentes nova... eu preciso de uma mala! E o que eu acho? Uma mala, preta, discreta. E rasgada! Ah, eu não ia deixar isso estragar o meu fim de semana! Só tem tu, vai tu mermo!
Separei uma quantidade de roupas suficiente para uma semana, praticamente. Nunca se sabe do que pode se precisar. E lá fui eu, para o famigerado Centro de Integração, "onde você vai a qualquer ponto da cidade pagando apenas uma passagem". Meu destino era o Bessa, do outro lado da cidade. Tudo bem, nada vai estragar o meu fim de semana. Certo?
Espero o ônibus por 30 minutos, levo mais 30 para chegar no maldito Integração, e 20 minutos esperando o outro ônibus. Meu destino inicial era a casa de um colega, iríamos jogar RPG. e à noite eu me dirigiria (na verdade iriam de dirigir, porque eu tenho a orientação espacial de um ornitorrinco tonto, gripado e com dor de cabeça) à casa da minha amiga. E bem, eu cheguei às 3h da tarde. Começamos a jogar às 5h. Imaginem o meu humor.
Passa-se a sessão (com muitos comentários maldosos, conversas inúteis, e acreditem: nunca mais comerei esfirra do mesmo jeito. Acho que nunca mais comerei mesmo), e vou-me (devidamente atrasada, porque eu nunca consigo chegar na hora em qualquer lugar, nem na minha aula) para a casa de Fernanda. Tomo um banho rápido, chegamos atrasados no suposto cinema, amigos estressados, puta dor nas costas e enjôo. Quem disse que ser menina tem muitas vantagens? Tudo bem, nada vai estragar meu fim de semana. Certo? CERTO?
Mas eu não posso reclamar. As esfirras (oh, God!), os biscoitos de chocolate, a coca-cola que me acordou do sono, o pão do hiperbompreço no dia seguinte... e a companhia da noite, claro. Foi uma noite adorável, querida. Temos que repetir a dose. E sim, isso foi feito para soar ambíguo.
Confira o resto no próximo post! Ou não, isso tá uma droga mesmo! =D
domingo, novembro 05, 2006
Abandono
O Membrana Seletiva é digno de pena, coitado!!! Faz o quê? Uma semana que ele está parado? O bichinho, já se sente abandonado.
Eu poderia salvá-lo e fazer o primeiro post de Novembro, mas com o quê? Uma das novas periédias do meu cachorro retardado? Hm... Infelizmente, ele não aprontou nenhuma. Infelizmente, não tenho mais nenhum animal para fazer peripécias que eu possa contar aqui.
Ontem eu ouvi uma pessoa contando uma série de cantadas ridículas, mas não lembro da metade. Não sou eu quem vai contar uma piada cujo final foi esquecido. Só vai dar raiva em quem tá lendo.
Eu poderia descobrir outra história ou mito para fazer leves modificações e transformar em algo engraçado e divertido, mas e a preguiça?
Poderia insistir que as outras participantes do blog escrevessem... Opa! Eu já faço isso! =D
Eu poderia aproveitar o abandono do blog e falar sobre esse tema. Falar de abandono e sentimentos abandonados, de sentimentos que se deveria abandonar, mas não se consegue. Poderia falar daquilo que não se deveria abandonar. Talvez de pessoas que abandonam os outros ou a si mesmos.
Poderia aproveitar e falar também sobre negligência. Poderia falar sobre a perda de si mesmo. Talvez sobre a perda do rumo, daquele pontinho no horizonte que nos orienta.
Domingo é um dia bem propício para falar sobre isso. Domingo é um dia praticamente abandonado, um dia onde nada se encaixa. Mas sinceramente? Não preciso tornar o domingo de ninguém mais melancólico do que já é.
Eu poderia salvá-lo e fazer o primeiro post de Novembro, mas com o quê? Uma das novas periédias do meu cachorro retardado? Hm... Infelizmente, ele não aprontou nenhuma. Infelizmente, não tenho mais nenhum animal para fazer peripécias que eu possa contar aqui.
Ontem eu ouvi uma pessoa contando uma série de cantadas ridículas, mas não lembro da metade. Não sou eu quem vai contar uma piada cujo final foi esquecido. Só vai dar raiva em quem tá lendo.
Eu poderia descobrir outra história ou mito para fazer leves modificações e transformar em algo engraçado e divertido, mas e a preguiça?
Poderia insistir que as outras participantes do blog escrevessem... Opa! Eu já faço isso! =D
Eu poderia aproveitar o abandono do blog e falar sobre esse tema. Falar de abandono e sentimentos abandonados, de sentimentos que se deveria abandonar, mas não se consegue. Poderia falar daquilo que não se deveria abandonar. Talvez de pessoas que abandonam os outros ou a si mesmos.
Poderia aproveitar e falar também sobre negligência. Poderia falar sobre a perda de si mesmo. Talvez sobre a perda do rumo, daquele pontinho no horizonte que nos orienta.
Domingo é um dia bem propício para falar sobre isso. Domingo é um dia praticamente abandonado, um dia onde nada se encaixa. Mas sinceramente? Não preciso tornar o domingo de ninguém mais melancólico do que já é.
domingo, outubro 29, 2006
Uma História Grega - Parte III
Menelau, claro, foi em busca de sua mulher. Convocou todos os reis gregos e deu-se início à Ilíada.
Os deuses se dividiram, uns pro lado de Tróia, outros pro lado da Grécia. Alguns, como Zeus, não tomaram partido. Hera e Atena, obviamente, ficaram do lado da Grécia, assim como Poseidon; ele tinha raiva dos troianos. Zeus o obrigou, junto com Apolo, a construir a muralha de Tróia e o rei de Tróia se recusou a pagar o que ele devia aos deuses. Apolo, ironicamente, ficou do lado dos troinanos. Afrodite também ficou do lado de Tróia e pediu queo mesmo fosse feito por seu filho. Psiquê não ficou muito feliz.
- Você realmente precisa ir, meu amor?
- Você sabe que sim.
- Quem vai ficar comigo durante esse tempo?
- Não vou me demorar muito. Sei que ainda não se recuperou dos trabalhos que minha mãe impôs para que continuássemos juntos.
- Me desculpe. Eu não quis quebrar as regras...
- Já está desculpada, mas a gente pode não tocar no assunto?
- Tá certo.
- Eu vou lá, bato o ponto, dou um beijo na minha mãe, um tchauzinho pros troianos e venho te fazer companhia, tá certo?
- É por isso que eu te amo!
Afrodite não gostou muito dessa atitude do filho, mas pelo menos ele aparecia quase todo dia. Além do mais, a guerra a empolgava.
No fim das contas, Tróia acabou derrotada. Helena, que casara com seu cunhado, Deífobo, entregou-o a Menelau quando Tróia caiu, sendo levada de volta para Esparta e perdoada. Ela viveu mais alguns anos com seu marido e seus filhos. Quando Menelau morreu, Nicostrato a expulsou de Esparta. Ele não gostou muito de ter sido abandonado por 10 anos.
Helena foi embora, morar com a rainha Polixo, uma de suas amigas, em Rodes Um belo dia, após o banho, Helena foi enforcada por uma serva. Essa serva vivia em Argos antigamente e morria de ódio da bela Helena, pois por causa dela seu marido havia morrido na guerra de Tróia. Algumas versões dizem que foi a própria rainha que matou Helena.
Claro que, sobre o fim de Helena, há milharem de versões diferentes. Algumas dizem que morreu junto com Menelau. Outras falam do seu enforcamento. Tem uma versão que conta que Helena se casou com Aquiles, após a morte de Menelau, e foi morar nas Ilhas Afortunadas.
Os deuses se dividiram, uns pro lado de Tróia, outros pro lado da Grécia. Alguns, como Zeus, não tomaram partido. Hera e Atena, obviamente, ficaram do lado da Grécia, assim como Poseidon; ele tinha raiva dos troianos. Zeus o obrigou, junto com Apolo, a construir a muralha de Tróia e o rei de Tróia se recusou a pagar o que ele devia aos deuses. Apolo, ironicamente, ficou do lado dos troinanos. Afrodite também ficou do lado de Tróia e pediu queo mesmo fosse feito por seu filho. Psiquê não ficou muito feliz.
- Você realmente precisa ir, meu amor?
- Você sabe que sim.
- Quem vai ficar comigo durante esse tempo?
- Não vou me demorar muito. Sei que ainda não se recuperou dos trabalhos que minha mãe impôs para que continuássemos juntos.
- Me desculpe. Eu não quis quebrar as regras...
- Já está desculpada, mas a gente pode não tocar no assunto?
- Tá certo.
- Eu vou lá, bato o ponto, dou um beijo na minha mãe, um tchauzinho pros troianos e venho te fazer companhia, tá certo?
- É por isso que eu te amo!
Afrodite não gostou muito dessa atitude do filho, mas pelo menos ele aparecia quase todo dia. Além do mais, a guerra a empolgava.
No fim das contas, Tróia acabou derrotada. Helena, que casara com seu cunhado, Deífobo, entregou-o a Menelau quando Tróia caiu, sendo levada de volta para Esparta e perdoada. Ela viveu mais alguns anos com seu marido e seus filhos. Quando Menelau morreu, Nicostrato a expulsou de Esparta. Ele não gostou muito de ter sido abandonado por 10 anos.
Helena foi embora, morar com a rainha Polixo, uma de suas amigas, em Rodes Um belo dia, após o banho, Helena foi enforcada por uma serva. Essa serva vivia em Argos antigamente e morria de ódio da bela Helena, pois por causa dela seu marido havia morrido na guerra de Tróia. Algumas versões dizem que foi a própria rainha que matou Helena.
Claro que, sobre o fim de Helena, há milharem de versões diferentes. Algumas dizem que morreu junto com Menelau. Outras falam do seu enforcamento. Tem uma versão que conta que Helena se casou com Aquiles, após a morte de Menelau, e foi morar nas Ilhas Afortunadas.
sábado, outubro 28, 2006
Uma História Grega - Parte II
A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e Leda. Pra conquistar Leda, que era mulher do rei Tíndaro, Zeus se transformou num cisne. Ele a seduziu e Leda... botou dois ovos?!? É a história é assim mesmo. Desses ovos, nasceram Clitemnestra, Helena, Castor e Pólux. Tíndaro não era bobo e notou que Helena e Pólux eram filhos de Zeus. Ainda assim, quer honra maior do que criar os filhos de um deus? E ele os criou como se fossem sangue do seu sangue.
Claro que teve milhões de problemas com Helena. Ser a mulher mais bela do mundo não é nem um pouco fácil. Todo mundo queria se casar com ela. Claro que só reis e nobres foram pedir sua mão ao pai (Tíndaro, não Zeus). Dentre os muitos candidatos, Tíndaro anunciou que Menelau se casaria com Helena e que todos os outros deveriam se unir a ele e ajudá-lo, caso algo acontecesse com Helena. Velhinho sábio esse, acho que sabia que ter mulher bonita na família dava trabalho.
Tíndaro não fez muito além de juntar Helena e Menelau, provavelmente o estresse não fez bem ao seu coração, porque ele morreu sem ver a festa de casamento. Helena teve dois filhos com Menelau: Hermíone e Nicostrato.
Menelau, um dia, fez uma bela festa para todos os antígos pretendentes de Tróia e Páris foi. Não sei se de enxerido ou pra representar seu irmão, Heitor. Mas ele foi, Menelau o recebeu muito bem e Páris fugiu com sua esposa.
Páris achava que estava no seu direito, afinal ela lhe fora prometida por Afrodite. E foi Afrodite que ajeitou as coisas, com ajuda de seu filho, Eros. Senão Helena provavelmente não teria abandonado seus filhos. Eros não achou uma idéia tão boa.
- Tem certeza disso, mãe? Olha que a confusão vai ser grande.
- Que nada! Os gregos tem suas protetorazinhas, não têm?
- Mãe, olhe lá. Helena tá casada, tem seus filhos que ama, Páris não nasceu sob bons auspícios...
- Psiquê provavelmente não pensará o mesmo.
- Deixa Psiquê fora disso, mamãe!
- Ué! Posso mandá-la de volta pras irmãs invejosas! Ou amarrá-la num rochedo. Quem sabe uma bela constelação, para homenagear o amor que ela sente por você. Assim, pelo menos, ela será eterna.
- Tá, mãe. Quantas flechas você quer pra não afastar Psiquê de mim?
- Esse é meu filho lindo! Agora estamos nos entendendo!
E Eros fez seu trabalho, Helena se apaixonou por Páris e foi com ele pra Tróia.
*** continua ***
Claro que teve milhões de problemas com Helena. Ser a mulher mais bela do mundo não é nem um pouco fácil. Todo mundo queria se casar com ela. Claro que só reis e nobres foram pedir sua mão ao pai (Tíndaro, não Zeus). Dentre os muitos candidatos, Tíndaro anunciou que Menelau se casaria com Helena e que todos os outros deveriam se unir a ele e ajudá-lo, caso algo acontecesse com Helena. Velhinho sábio esse, acho que sabia que ter mulher bonita na família dava trabalho.
Tíndaro não fez muito além de juntar Helena e Menelau, provavelmente o estresse não fez bem ao seu coração, porque ele morreu sem ver a festa de casamento. Helena teve dois filhos com Menelau: Hermíone e Nicostrato.
Menelau, um dia, fez uma bela festa para todos os antígos pretendentes de Tróia e Páris foi. Não sei se de enxerido ou pra representar seu irmão, Heitor. Mas ele foi, Menelau o recebeu muito bem e Páris fugiu com sua esposa.
Páris achava que estava no seu direito, afinal ela lhe fora prometida por Afrodite. E foi Afrodite que ajeitou as coisas, com ajuda de seu filho, Eros. Senão Helena provavelmente não teria abandonado seus filhos. Eros não achou uma idéia tão boa.
- Tem certeza disso, mãe? Olha que a confusão vai ser grande.
- Que nada! Os gregos tem suas protetorazinhas, não têm?
- Mãe, olhe lá. Helena tá casada, tem seus filhos que ama, Páris não nasceu sob bons auspícios...
- Psiquê provavelmente não pensará o mesmo.
- Deixa Psiquê fora disso, mamãe!
- Ué! Posso mandá-la de volta pras irmãs invejosas! Ou amarrá-la num rochedo. Quem sabe uma bela constelação, para homenagear o amor que ela sente por você. Assim, pelo menos, ela será eterna.
- Tá, mãe. Quantas flechas você quer pra não afastar Psiquê de mim?
- Esse é meu filho lindo! Agora estamos nos entendendo!
E Eros fez seu trabalho, Helena se apaixonou por Páris e foi com ele pra Tróia.
*** continua ***
sexta-feira, outubro 27, 2006
Uma História Grega
Páris não conhecia os verdadeiros pais, porque uma profecia dizia que o menino seria uma derrota. Mas a história não começa com ele, começa com um banquete. Na verdade, começa antes do banquete, começa com Tétis.
Tétis era uma linda ninfa do mar e todos os deuses queriam ter algo com ela, inclusive Zeus e Poseidon. Acontece que Prometeu, aquele Titã que ensinou os humanos a fazerem fogo e foi amarrado no alto duma montanha com o fígado sendo comido dia após dia por uma ave de rapina; o fígado, naquela época, ainda não tinha essas habilidades de regeneração, mas Zeus fez com que tivesse, pra Prometeu continuar sofrendo. Isso foi muito útil quando inventaram a bebida alcóolica.
Mas acontece que Prometeu profetizou que o filho de Tétis seria maior que o próprio pai. Aí nenhum dos deuses quis ter nada com ela. Imagina: uma das poucas criaturas bonitas do mundo grego que Zeus não tocou!
Zeus chamou Poseidon num canto do Olimpo, pra ter uma conversa séria com ele a respeito de Tétis:
- Vem cá, meu irmão. Tu que é senhor dos domínios das águas, não tem ninguém por ali pra gente casar com Tétis? Ela é bonita, amável, não pode passar a vida assim, sozinha. E eu não sou muito fã de comer criancinhas, como nosso pai, não vou nem me arriscar a tê-la como amante.
- Ora, Zeus! Você já tem amantes demais! Depois, se não fosse a profecia, ela seria minha amante. Muito mais fácil pra nós dois, já que ela pertence ao reino das águas. Mas não tem ninguém que chegue aos pés dela. Quem sabe um semi-deus?
- Não, não. É perigoso demais. Vamos procurar um herói grego. É mais seguro pra gente e deve ter um que seja bom o suficiente pra ela.
- Ouvi dizer que aquele Peleu é o maior dos heróis da atualidade. Por que não ele?
- Boa idéia. Vou lá falar com Tétis, ela vai me ouvir. Organiza o casamento, tá certo? Ah! E não chama aquela Éris não! O mulherzinha encrenqueira!
- Nem se preocupe com isso, não quero ela contando a história da chuva de ouro pra Hera.
- Pô, Zeus! Deixa as pobres das princesas em paz!!!
- Ah, Poseidon, você sabe como é. Eu fico admirando aqui de cima, só olhando, aí o pai vai num oráculo que diz pra esconder a filha, ele esconde... e espera que aconteça o quê? Ninguém pode desafiar um deus poderoso como eu! Além do mais, o fruto proibido é o mais gostoso.
- E por que você não se apresenta à Tétis então?
- Tá pensando o quê? Eu ainda tenho juízo, rapá! E não me desafie nos meus domínios!
Poseidon foi embora, falar com Tétis e Hera chegou em Zeus toda desconfiada. Ele amainou sua descrença deixando a cargo dela a organização da festa. Mulher gosta dessas coisas!
Tétis casou com Peleu, a contragosto, e houve uma bela festa no Olimpo, com todos os deuses, deusas e divindades menores, porém não menos importantes. Só Éris não estava lá. Ela, furiosa, subiu ao Olimpo, invisível. O que eles pensavam? Que podiam negligenciá-la e tudo ficaria por isso mesmo? Ah! Mas não ia mesmo!
Éris fora ao jardim das Hespérides, enrolara as ninfas e pegara um pomo de ouro. Nele, gravou as palavras: "À mais bela" e jogou na mesa onde acontecia o banquele. O pomo rolou até uma das extremidades, onde estavam Zeus, Hera, Palas-Atena e Afrodite. Elas começaram a discutir entre si, sobre de quem deveria ser a maçã. Não chegando a conclusão alguma, se viraram para Zeus:
- E aí, pai? - começou Atena - A maçã vai pra quem? Pra mim, claro, sua filha, não é? Você bem sabe que sou a mais bela das deusas.
- Oras! Só porque ela saiu da sua cabeça acha que tem o direito ao pomo? Você deveria dá-lo a mim, sua esposa e mais bela deusa do Olimpo.
- Ah, Zeus... - falou sedutoramente Afrodite - Eu sou a mais bela das deusas. Quem seria, senão a deusa do amor? Você sabe disso, não sabe? - e piscou o olho para o poderoso deus, que nesse momento estava com a maior cara de pateta do mundo, pensando no que devia fazer.
Após olhar para as três, para sua bela filha, sua bela mulher e a bela e sedutora Afrodite, chegou a conclusão que não queria a fúria de nenhuma das três e resolveu que ia escolher um humano para resolver a disputa. Lá de cima, viu o Monte Ida, perto de tróia, e o jovem pastor Páris.
"É esse mesmo!"
Mandou as três deusas para lá, e ele que resolvesse. Hérmes guiou as três ao encontro de Páris, aparecendo para ele antes dela e explicando a situação. Ele, admirado com a aparição do deus, escutou atentamente e achou que tinha capacidade para escolher qual das três era a mais bela.
As três deusas apareceram na frente de Páris, cada uma na sua melhor forma (Afrodite, obviamente, nua) e cada uma fez uma oferta. Hera ofereceu riqueza e poder. Atena, habilidade militar e sabedoria. Afrodite ofereceu o amor da mais bela mulher do mundo.
Páris estava inebriado pela presença das deusas. Quando conseguiu se concentrar, pensou nas propostas, olhou pro pomo, olhou pras deusas, olhou pro pomo, olhou pra Afrodite. Ela era, claramente, a mais bela. E ainda estava oferecendo o amor da mulher mais bela do mundo. Entregou o pomo à Afrodite.
As outras duas deusas ficaram furiosas! Juraram se vingar e se tornaram inimigas de Tróia.
Já Afrodite, pronta pra tornar a vida do rapaz mais feliz, mandou que fosse para Tróia e participasse das competições da cidade. Lá, sua beleza e suas habilidades atléticas fizeram com que chamasse a atenção de Príamo e Hécuba, seus pais desconhecidos.
Quando estava grávida de Páris, Hécuba sonhou que dava à luz a uma tocha de onde surgiam várias serpentes. Isso foi tomado como um mal presságio. Príamo chamou uma criada e mandou que ela desse fim no menino, quando ele nasceu. A criada foi incapaz de matar um bebê tão bonitinho, guti-guti e fofinho, então abandonou-o na extremidade de uma floresta, aonde ele certamente seria devorado pelas feras locais. Acontece que um pastor viu o bebê abandonado e levou-o pra casa, onde cresceu forte e saudável, tornando-se também um pastor.
Ao verem Páris crescido, forte, belo e habilidoso, seus pais o chamaram ao palácio, reestabeleceram sua real identidade e o acolheram calorosamente. Provavelmente contaram alguma história pro pobre rapaz, pra ele não se sentir mal por ter sido abandonado.
*** continua ***
Tétis era uma linda ninfa do mar e todos os deuses queriam ter algo com ela, inclusive Zeus e Poseidon. Acontece que Prometeu, aquele Titã que ensinou os humanos a fazerem fogo e foi amarrado no alto duma montanha com o fígado sendo comido dia após dia por uma ave de rapina; o fígado, naquela época, ainda não tinha essas habilidades de regeneração, mas Zeus fez com que tivesse, pra Prometeu continuar sofrendo. Isso foi muito útil quando inventaram a bebida alcóolica.
Mas acontece que Prometeu profetizou que o filho de Tétis seria maior que o próprio pai. Aí nenhum dos deuses quis ter nada com ela. Imagina: uma das poucas criaturas bonitas do mundo grego que Zeus não tocou!
Zeus chamou Poseidon num canto do Olimpo, pra ter uma conversa séria com ele a respeito de Tétis:
- Vem cá, meu irmão. Tu que é senhor dos domínios das águas, não tem ninguém por ali pra gente casar com Tétis? Ela é bonita, amável, não pode passar a vida assim, sozinha. E eu não sou muito fã de comer criancinhas, como nosso pai, não vou nem me arriscar a tê-la como amante.
- Ora, Zeus! Você já tem amantes demais! Depois, se não fosse a profecia, ela seria minha amante. Muito mais fácil pra nós dois, já que ela pertence ao reino das águas. Mas não tem ninguém que chegue aos pés dela. Quem sabe um semi-deus?
- Não, não. É perigoso demais. Vamos procurar um herói grego. É mais seguro pra gente e deve ter um que seja bom o suficiente pra ela.
- Ouvi dizer que aquele Peleu é o maior dos heróis da atualidade. Por que não ele?
- Boa idéia. Vou lá falar com Tétis, ela vai me ouvir. Organiza o casamento, tá certo? Ah! E não chama aquela Éris não! O mulherzinha encrenqueira!
- Nem se preocupe com isso, não quero ela contando a história da chuva de ouro pra Hera.
- Pô, Zeus! Deixa as pobres das princesas em paz!!!
- Ah, Poseidon, você sabe como é. Eu fico admirando aqui de cima, só olhando, aí o pai vai num oráculo que diz pra esconder a filha, ele esconde... e espera que aconteça o quê? Ninguém pode desafiar um deus poderoso como eu! Além do mais, o fruto proibido é o mais gostoso.
- E por que você não se apresenta à Tétis então?
- Tá pensando o quê? Eu ainda tenho juízo, rapá! E não me desafie nos meus domínios!
Poseidon foi embora, falar com Tétis e Hera chegou em Zeus toda desconfiada. Ele amainou sua descrença deixando a cargo dela a organização da festa. Mulher gosta dessas coisas!
Tétis casou com Peleu, a contragosto, e houve uma bela festa no Olimpo, com todos os deuses, deusas e divindades menores, porém não menos importantes. Só Éris não estava lá. Ela, furiosa, subiu ao Olimpo, invisível. O que eles pensavam? Que podiam negligenciá-la e tudo ficaria por isso mesmo? Ah! Mas não ia mesmo!
Éris fora ao jardim das Hespérides, enrolara as ninfas e pegara um pomo de ouro. Nele, gravou as palavras: "À mais bela" e jogou na mesa onde acontecia o banquele. O pomo rolou até uma das extremidades, onde estavam Zeus, Hera, Palas-Atena e Afrodite. Elas começaram a discutir entre si, sobre de quem deveria ser a maçã. Não chegando a conclusão alguma, se viraram para Zeus:
- E aí, pai? - começou Atena - A maçã vai pra quem? Pra mim, claro, sua filha, não é? Você bem sabe que sou a mais bela das deusas.
- Oras! Só porque ela saiu da sua cabeça acha que tem o direito ao pomo? Você deveria dá-lo a mim, sua esposa e mais bela deusa do Olimpo.
- Ah, Zeus... - falou sedutoramente Afrodite - Eu sou a mais bela das deusas. Quem seria, senão a deusa do amor? Você sabe disso, não sabe? - e piscou o olho para o poderoso deus, que nesse momento estava com a maior cara de pateta do mundo, pensando no que devia fazer.
Após olhar para as três, para sua bela filha, sua bela mulher e a bela e sedutora Afrodite, chegou a conclusão que não queria a fúria de nenhuma das três e resolveu que ia escolher um humano para resolver a disputa. Lá de cima, viu o Monte Ida, perto de tróia, e o jovem pastor Páris.
"É esse mesmo!"
Mandou as três deusas para lá, e ele que resolvesse. Hérmes guiou as três ao encontro de Páris, aparecendo para ele antes dela e explicando a situação. Ele, admirado com a aparição do deus, escutou atentamente e achou que tinha capacidade para escolher qual das três era a mais bela.
As três deusas apareceram na frente de Páris, cada uma na sua melhor forma (Afrodite, obviamente, nua) e cada uma fez uma oferta. Hera ofereceu riqueza e poder. Atena, habilidade militar e sabedoria. Afrodite ofereceu o amor da mais bela mulher do mundo.
Páris estava inebriado pela presença das deusas. Quando conseguiu se concentrar, pensou nas propostas, olhou pro pomo, olhou pras deusas, olhou pro pomo, olhou pra Afrodite. Ela era, claramente, a mais bela. E ainda estava oferecendo o amor da mulher mais bela do mundo. Entregou o pomo à Afrodite.
As outras duas deusas ficaram furiosas! Juraram se vingar e se tornaram inimigas de Tróia.
Já Afrodite, pronta pra tornar a vida do rapaz mais feliz, mandou que fosse para Tróia e participasse das competições da cidade. Lá, sua beleza e suas habilidades atléticas fizeram com que chamasse a atenção de Príamo e Hécuba, seus pais desconhecidos.
Quando estava grávida de Páris, Hécuba sonhou que dava à luz a uma tocha de onde surgiam várias serpentes. Isso foi tomado como um mal presságio. Príamo chamou uma criada e mandou que ela desse fim no menino, quando ele nasceu. A criada foi incapaz de matar um bebê tão bonitinho, guti-guti e fofinho, então abandonou-o na extremidade de uma floresta, aonde ele certamente seria devorado pelas feras locais. Acontece que um pastor viu o bebê abandonado e levou-o pra casa, onde cresceu forte e saudável, tornando-se também um pastor.
Ao verem Páris crescido, forte, belo e habilidoso, seus pais o chamaram ao palácio, reestabeleceram sua real identidade e o acolheram calorosamente. Provavelmente contaram alguma história pro pobre rapaz, pra ele não se sentir mal por ter sido abandonado.
*** continua ***
quinta-feira, outubro 26, 2006
Uma História Francesa
- Paris, a Ville Lumière, nem sempre se chamou Paris, você sabe. E nem sempre teve um apelido bonitinho.
- E se chama Paris por causa de Páris?
- Euh... não.
- Mas não tinha uma cidade francesa que era grega?
- E porque diabos os gregos dariam o nome de um troiano à uma cidade deles?!?
- Tem razão...
- Além do mais, era o que hoje é Marselha que pertencia aos gregos.
- Ah tá.
- E os romanos, quando conquistaram a Grécia, viram aquela cidadezinha, que se era dos gregos, agora era dos romanos. Então eles foram lá conhecer se novo território e aproveitaram pra subir até Paris.
- Que não era Paris.
- Não.
- E os romanos não deram esse nome por causa de Páris.
- Também não. Gosh! Você é irritante, não?
- Tá desculpa. Mas você também é!
- Aonde eu entro na história?
- Duas facetas da mesma mente perturbada; isso te diz algo? Ça te dirai?!?
- Nevermind. E não acho que se usa essa expressão com esse sentido.
- Sim, mas se os romanos não chamaram a cidade de Paris, como foi então?
- É o seguinte. Eles chegaram lá, se depararam com o Siena e com o povo que sobrevivia dele. E notaram que o Sena tomava praticamente a vila toda quando enchia. Quando ele secava, deixava tudo coberto de lama. Os romanos então olharam praquilo e, com sua criatividade genial, chamaram o lugar de Lutece.
- Que quer dizer?
- Lama, em latim.
- Ólhaê! A Cidade Luz era a Cidade Lama! Que bonito! E como ela virou Paris?
- Se você não me interrompesse tanto, já saberia.
- Desculpe.
- Obrigada. Os romanos foram embora, certo? Não responda. Eles se foram e largaram a Bretanha para os bretões. Aí parece que os francos chegaram. Ou eles já estavam lá? Não importa, a França se chama França por causa dos francos. E não me pergunte sobre os bretões.
A face meio doida da mente levanta a mãozinha. A face sábia e inteligente, porém chata, concede que faça uma pergunta.
- Mas só uma!!!
- Se a França era a Bretanha, a Grã-Bretanha era o quê?
- Era a Britânia. Ocupada por diferentes tribos celtas, uma tribo germânica que chegou lá e se misturou com eles, os romanos que chegaram e também foram embora e os hibérnicos, que vinham da Hibérnia, hoje conhecida como Irlanda.
- E Paris?
- Sim, Paris! Paris deixou de ser Lutece e virou Paris, oras.
- Por quê?
- Onde é que eu estava mesmo?
- Nos francos e bretões.
- Sim! Lembrei! Esqueça os bretões um pouco. Os francos acharam que Lutece não era um bom nome. Mesmo que fosse, não queriam manter um nome romano. Então foram buscar um nome no passado daquele projeto de país. Antes que os romanos chegassem por ali, havia a tribo que vivia do Sena, lembra? Pois é. Era uma tribo de pescadores que se chamava Parisi. Os francos então resolveram cortar o último "i" e voilá! C'est un beau nom pour la ville!
- En portugais, sil tu plait...
- Aí está um belo nome para a cidade.
- E Páris nada.
- Nada de Páris.
- Que inútil! Quer dizer que ele só serviu pra ir roubar Helena de Menelau, fazer o rei grego persegui-lo até Tróia, querendo cortar o "menelau" do ladrão fora e f**** com a vida do irmão, Heitor?
- Pois é. E ele nem conhecia o irmão.
- Não?!? Mas...
- Esqueça o filme. Outro dia eu conto a história.
- E se chama Paris por causa de Páris?
- Euh... não.
- Mas não tinha uma cidade francesa que era grega?
- E porque diabos os gregos dariam o nome de um troiano à uma cidade deles?!?
- Tem razão...
- Além do mais, era o que hoje é Marselha que pertencia aos gregos.
- Ah tá.
- E os romanos, quando conquistaram a Grécia, viram aquela cidadezinha, que se era dos gregos, agora era dos romanos. Então eles foram lá conhecer se novo território e aproveitaram pra subir até Paris.
- Que não era Paris.
- Não.
- E os romanos não deram esse nome por causa de Páris.
- Também não. Gosh! Você é irritante, não?
- Tá desculpa. Mas você também é!
- Aonde eu entro na história?
- Duas facetas da mesma mente perturbada; isso te diz algo? Ça te dirai?!?
- Nevermind. E não acho que se usa essa expressão com esse sentido.
- Sim, mas se os romanos não chamaram a cidade de Paris, como foi então?
- É o seguinte. Eles chegaram lá, se depararam com o Siena e com o povo que sobrevivia dele. E notaram que o Sena tomava praticamente a vila toda quando enchia. Quando ele secava, deixava tudo coberto de lama. Os romanos então olharam praquilo e, com sua criatividade genial, chamaram o lugar de Lutece.
- Que quer dizer?
- Lama, em latim.
- Ólhaê! A Cidade Luz era a Cidade Lama! Que bonito! E como ela virou Paris?
- Se você não me interrompesse tanto, já saberia.
- Desculpe.
- Obrigada. Os romanos foram embora, certo? Não responda. Eles se foram e largaram a Bretanha para os bretões. Aí parece que os francos chegaram. Ou eles já estavam lá? Não importa, a França se chama França por causa dos francos. E não me pergunte sobre os bretões.
A face meio doida da mente levanta a mãozinha. A face sábia e inteligente, porém chata, concede que faça uma pergunta.
- Mas só uma!!!
- Se a França era a Bretanha, a Grã-Bretanha era o quê?
- Era a Britânia. Ocupada por diferentes tribos celtas, uma tribo germânica que chegou lá e se misturou com eles, os romanos que chegaram e também foram embora e os hibérnicos, que vinham da Hibérnia, hoje conhecida como Irlanda.
- E Paris?
- Sim, Paris! Paris deixou de ser Lutece e virou Paris, oras.
- Por quê?
- Onde é que eu estava mesmo?
- Nos francos e bretões.
- Sim! Lembrei! Esqueça os bretões um pouco. Os francos acharam que Lutece não era um bom nome. Mesmo que fosse, não queriam manter um nome romano. Então foram buscar um nome no passado daquele projeto de país. Antes que os romanos chegassem por ali, havia a tribo que vivia do Sena, lembra? Pois é. Era uma tribo de pescadores que se chamava Parisi. Os francos então resolveram cortar o último "i" e voilá! C'est un beau nom pour la ville!
- En portugais, sil tu plait...
- Aí está um belo nome para a cidade.
- E Páris nada.
- Nada de Páris.
- Que inútil! Quer dizer que ele só serviu pra ir roubar Helena de Menelau, fazer o rei grego persegui-lo até Tróia, querendo cortar o "menelau" do ladrão fora e f**** com a vida do irmão, Heitor?
- Pois é. E ele nem conhecia o irmão.
- Não?!? Mas...
- Esqueça o filme. Outro dia eu conto a história.
domingo, outubro 22, 2006
Legendas
Eu sou completamente contra filme dublado. Acho que eles perdem metade da graça. Adoro ver um filme ouvindo o idioma original, as vozes originais dos atores e sem ver aquela coisa de falas desconexas: a boca se mexe e nenhum som sai ou o dublador ainda tá falando quando o personagem já fechou a boca.
Ver um filme no idioma original é ótimo pra se habituar com a língua, também. É um meio bem interessante de se estudar. Me sinto orgulhosa quando consigo ver um filme com o idioma original tanto no som quanto na legenda e consigo entender o que se passa. Sinto como se finalmente tivesse atingido um nível decente.
Legenda tem seus momentos engraçados e irritantes. Às vezes estou assistindo um filme ou seriado em inglês e na legenda aparece algo completamente diferente do que a criatura na telinha disse. Dependendo do que for, eu me acabo de rir.
No entanto, legendas brancas tem uma leve tendência a irritar. Não falo só por mim, tem um monte de gente que pensa isso. Você tá lá, bem tranqüilo no cinema, confiando na legenda porque o sistema de som é um lixo e vem aquele clarão enquanto um dos personagens conta uma história e como você estava concentrado na legenda, perde. A luz "come" o texto e você não ouve e fica perdidinho ali no meio. Ou então é a camisa de um personagem, a parede, o que for. Legenda branca só dá certo se tem um contorno preto. Mesmo assim, sou fã das legendas com texto amarelo.
Sei que não é todo mundo que tem Sky, mas aqueles que têm conhecem os canais Tele Cine. São legais, não? Vez por outra tô jogada na frente da tv, pulando de um canal pra outro (naqueles raros momentos em que não tem Padrinhos Mágicos em cato algum) e me deparo com um filme interessante. A salvação da tarde!
O Tele Cine Premium passa filmes mais recentes e tem um momento especial para internautas. Cyber Cinema se não me engano. Um dia parei pra assistir e... detestei. Sabe o que eles fazem? Legendam o filme com linguagem de internet. Nada de pontuação, acentuação ou palavras inteiras. Muitas vezes o texto se torna incompreensível.
Imagina, você tá assistindo Matrix - Reloaded, Neo chega na sala branca do arquiteto e você se depara com o seguinte:
" Eu sou o Arquiteto eu criei a matrx eu tava a sua espr vc tm mtas prgntas e embora o prcesso tnha altrado sua consciencia vc contnua irrevogavlmnt humano assim sndo algms d minhs resptas vc entendera e outrs naum em consonancia ainda q sua 1ª prgunta possa sr a + pertinente vc pod ou naum s dar conta d q ela eh tbm irrelevante"
(extraindo daqui)
Agora, imagine isso, na sala branca com as legendas brancas.
Ver um filme no idioma original é ótimo pra se habituar com a língua, também. É um meio bem interessante de se estudar. Me sinto orgulhosa quando consigo ver um filme com o idioma original tanto no som quanto na legenda e consigo entender o que se passa. Sinto como se finalmente tivesse atingido um nível decente.
Legenda tem seus momentos engraçados e irritantes. Às vezes estou assistindo um filme ou seriado em inglês e na legenda aparece algo completamente diferente do que a criatura na telinha disse. Dependendo do que for, eu me acabo de rir.
No entanto, legendas brancas tem uma leve tendência a irritar. Não falo só por mim, tem um monte de gente que pensa isso. Você tá lá, bem tranqüilo no cinema, confiando na legenda porque o sistema de som é um lixo e vem aquele clarão enquanto um dos personagens conta uma história e como você estava concentrado na legenda, perde. A luz "come" o texto e você não ouve e fica perdidinho ali no meio. Ou então é a camisa de um personagem, a parede, o que for. Legenda branca só dá certo se tem um contorno preto. Mesmo assim, sou fã das legendas com texto amarelo.
Sei que não é todo mundo que tem Sky, mas aqueles que têm conhecem os canais Tele Cine. São legais, não? Vez por outra tô jogada na frente da tv, pulando de um canal pra outro (naqueles raros momentos em que não tem Padrinhos Mágicos em cato algum) e me deparo com um filme interessante. A salvação da tarde!
O Tele Cine Premium passa filmes mais recentes e tem um momento especial para internautas. Cyber Cinema se não me engano. Um dia parei pra assistir e... detestei. Sabe o que eles fazem? Legendam o filme com linguagem de internet. Nada de pontuação, acentuação ou palavras inteiras. Muitas vezes o texto se torna incompreensível.
Imagina, você tá assistindo Matrix - Reloaded, Neo chega na sala branca do arquiteto e você se depara com o seguinte:
" Eu sou o Arquiteto eu criei a matrx eu tava a sua espr vc tm mtas prgntas e embora o prcesso tnha altrado sua consciencia vc contnua irrevogavlmnt humano assim sndo algms d minhs resptas vc entendera e outrs naum em consonancia ainda q sua 1ª prgunta possa sr a + pertinente vc pod ou naum s dar conta d q ela eh tbm irrelevante"
(extraindo daqui)
Agora, imagine isso, na sala branca com as legendas brancas.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Eu disse!
Bem que eu falei, alguém ia cair no meu Teste!
Olhe só: a beringela é a palavra-chave que ocupa segundo lugar na lista de palavras que as pessoas usam pra "cair" no Membrana Seletiva. Pelo menos ela foi útil pra alguma coisa uma vez na vida!
Agora existem pessoas que caem nele procurando por maquiagem definitiva, fotos, documentários e... furúnculos?!?
Eu acho estranho que alguém queira saber sobre furúnculos e cachorros. Eu, particularmente, consultaria um veterinário. Se bem que a consulta é no Google... É, talvez tenha surgido algo interessante.
Bom... Esse é só um post enche-lingüiça, porque o blog está parado a muuuito tempo. Mais do que eu gostaria.
Olhe só: a beringela é a palavra-chave que ocupa segundo lugar na lista de palavras que as pessoas usam pra "cair" no Membrana Seletiva. Pelo menos ela foi útil pra alguma coisa uma vez na vida!
Agora existem pessoas que caem nele procurando por maquiagem definitiva, fotos, documentários e... furúnculos?!?
Eu acho estranho que alguém queira saber sobre furúnculos e cachorros. Eu, particularmente, consultaria um veterinário. Se bem que a consulta é no Google... É, talvez tenha surgido algo interessante.
Bom... Esse é só um post enche-lingüiça, porque o blog está parado a muuuito tempo. Mais do que eu gostaria.
terça-feira, outubro 17, 2006
Cadê tu, Sono?!?
Eu sabia que dormir com o sol nascendo complicaria meu dia, mas não imaginava que afetaria o resto da semana. Afinal, é normal você sair num fim de semana, ficar na rua até a hora em que bem entender e dormir quando quiser, se o dia seguinte não for um dia útil. Como segunda-feira não é "útil" até as 3h da tarde (pelo menos a minha), não achei nada de anormal dormir com o dia claro.
Até que a segunda de noite chegou. À meia-noite eu estava cansada, com sono, imaginei que estava tudo normal. Apaguei as luzes e me troquei.
Deu fome e tinha um mundo de macarrão chinês me esperando na geladeira. Oras, por que não? Esquentei meu macarrão e fui pra sala.
Olha! Law & Order SVU! Só peguei o final quando passou de tarde! Bem que poderia assistir o começo... Hm. É, eu já vi o começo também. Será que tem algum filme bom passado? Tem a " A Lista de Schindler" no Emotion.
Ok. Acabou a "Lista de Schindler" e de repente não me sinto cansada. O que fazer? Não tem um filme exatamente bom passando. Nem clipe. Nem série. OMG! Só me resta deitar na cama e ver se consigo dormir.
Cama arrumada, ventilador ligado, eu coberta e música de Marisa Monte rodando na minha cabeça. Que porcaria! Vou pegar o cd, ouvir a música e ver se agora me aquieto.
Oh, damn! Não acho o cd certo. Mas esse aqui tem umas músicas legais. Hm... A trilha de "Pulp Fiction". Quem era que queria ouvir isso? Será que era eu e não lembro? Vou levar pro quarto também. Eita! O cd de Legião! Nem sabia que tava aqui na sala, achei que estivesse no carro do meu pai! Quer saber, esse cd é legal, vou ouvi-lo antes de dormir.
Quem disse que eu peguei no sono antes das 4h?
Até que a segunda de noite chegou. À meia-noite eu estava cansada, com sono, imaginei que estava tudo normal. Apaguei as luzes e me troquei.
Deu fome e tinha um mundo de macarrão chinês me esperando na geladeira. Oras, por que não? Esquentei meu macarrão e fui pra sala.
Olha! Law & Order SVU! Só peguei o final quando passou de tarde! Bem que poderia assistir o começo... Hm. É, eu já vi o começo também. Será que tem algum filme bom passado? Tem a " A Lista de Schindler" no Emotion.
Ok. Acabou a "Lista de Schindler" e de repente não me sinto cansada. O que fazer? Não tem um filme exatamente bom passando. Nem clipe. Nem série. OMG! Só me resta deitar na cama e ver se consigo dormir.
Cama arrumada, ventilador ligado, eu coberta e música de Marisa Monte rodando na minha cabeça. Que porcaria! Vou pegar o cd, ouvir a música e ver se agora me aquieto.
Oh, damn! Não acho o cd certo. Mas esse aqui tem umas músicas legais. Hm... A trilha de "Pulp Fiction". Quem era que queria ouvir isso? Será que era eu e não lembro? Vou levar pro quarto também. Eita! O cd de Legião! Nem sabia que tava aqui na sala, achei que estivesse no carro do meu pai! Quer saber, esse cd é legal, vou ouvi-lo antes de dormir.
Quem disse que eu peguei no sono antes das 4h?
terça-feira, outubro 10, 2006
Cachorro Para Adoção
Doa-se um lindo cão schnauzer, porte médio, dois anos de idade, pêlo preto. Ok, ele está começando a ficar grisalho, mas isso dá um charme. Né não?
O animal é sociável, carinhoso, come ração sem problemas, mas adora uma bolachinha água-e-sal. Inclusive faz alguns truques por ela. Ele senta, fica em pé e pula.
Se deixado dentro de casa, ligue a tv no Animal Planet. Cuidado com o programa Vídeos Divertidos. Ele costuma tentar entrar no aparelho pra se juntar a outros cães inteligentes e alegres como ele.
Seu único problema é ser carente, ter tara por roupas íntimas e achar que é o dublê do Jackie Chan.
Caso se interesse, entre em contato! Qualquer um que adotar esse animal único e fascinante será muito... ham... hm... feliz!
O animal é sociável, carinhoso, come ração sem problemas, mas adora uma bolachinha água-e-sal. Inclusive faz alguns truques por ela. Ele senta, fica em pé e pula.
Se deixado dentro de casa, ligue a tv no Animal Planet. Cuidado com o programa Vídeos Divertidos. Ele costuma tentar entrar no aparelho pra se juntar a outros cães inteligentes e alegres como ele.
Seu único problema é ser carente, ter tara por roupas íntimas e achar que é o dublê do Jackie Chan.
Caso se interesse, entre em contato! Qualquer um que adotar esse animal único e fascinante será muito... ham... hm... feliz!
sexta-feira, outubro 06, 2006
Tem coisas que só um shopping faz por você.
Há pouco mais de um ano, acredito, estávamos eu, meu namorado, e uma amiga cujo nome não cabe citar aqui - por uma questão de ética, obviamente - andando num dos shoppings da cidade. Era uma tarde livre e desocupada, típica de primavera. Essa minha amiga buscava um presente para o seu respectivo namorado. Procuramos desde bottoms, camisas, brebotes genéricos, canetas... e vacas.
Vacas à parte, inclusa essa minha amiga, teve um episódio engraçado. Andando por uma lojinha de bobagens genéricas, havia um bonequinho (eu acho que era uma vaca, mas não tenho certeza) que fazia um barulho alto e indiscreto. Bem, as vendedoras da loja devem ter achado que fôssemos loucos, ou simplesmente três adolescentes felizes. Eu realmente espero que tenham pensado na segunda opção.
O mais legal foi depois, quando subíamos a escada rolante. Eu subi na frente - tenho a mania de andar rápido e não reparar nas coisas que me cercam - e o meu namorado logo atrás de mim - apalpando a minha bunda, como de costume. Quando chegamos no andar seguinte, a vaca da... perdão, a minha amiga estava rindo loucamente.
- Uma senhora ficou segurando o meu pulso, achando que eu era a netinha dela! Caramba, doeu! E ela ficou falando um monte de coisas, acredita?!
É, aquele foi um dia divertido. Se não me engano, eu cheguei até a derramar coca-cola e tudo. Mas não tenho certeza.
Flashbacks à parte, hoje estávamos nós, numa dessas (agora raras) tardes quentes de primavera, lezando no mesmo shopping. Depois dela ter cuspido uma pedra de gelo em mim - e ter errado, e de ter me feito andar no sol sem óculos escuros (o que me rendeu uma dor de cabeça que me incomoda até agora), fomos olhar uma loja de bijouterias. Colocamos anéis, tiramos anéis (no bom sentido, por favor) e do nada uma vendedora diz:
- Ah, qual a cor do teu cabelo?
A vaca... er, minha amiga ficou estupefata.
- Er... loiro...
- É, mas que loiro? É tão bonito...
- É natural...
- Ah, é? Ah, mulher, não pinta nunca não! É tão bonito assim! Nunca pintasse mesmo? Tão lindo...
Se fosse eu tinha dado um fora grosseiro na mulher. Coisas que nunca devem se perguntar a uma mulher: "Qual a cor da tinta do seu cabelo?"; "Você está grávida?"; ou pior: "Pra quando é o bebê?"
Mas a melhor tirada dessa minha amiga (que deve estar morrendo de rir agora) foi:
- Sábado de nove horas nós vamos à praia. Tá a fim?
- ¬¬
- Bem... não diga que eu não convidei. *sorriso cara de pau* É água de côco e carangueijo!
Vacas à parte, inclusa essa minha amiga, teve um episódio engraçado. Andando por uma lojinha de bobagens genéricas, havia um bonequinho (eu acho que era uma vaca, mas não tenho certeza) que fazia um barulho alto e indiscreto. Bem, as vendedoras da loja devem ter achado que fôssemos loucos, ou simplesmente três adolescentes felizes. Eu realmente espero que tenham pensado na segunda opção.
O mais legal foi depois, quando subíamos a escada rolante. Eu subi na frente - tenho a mania de andar rápido e não reparar nas coisas que me cercam - e o meu namorado logo atrás de mim - apalpando a minha bunda, como de costume. Quando chegamos no andar seguinte, a vaca da... perdão, a minha amiga estava rindo loucamente.
- Uma senhora ficou segurando o meu pulso, achando que eu era a netinha dela! Caramba, doeu! E ela ficou falando um monte de coisas, acredita?!
É, aquele foi um dia divertido. Se não me engano, eu cheguei até a derramar coca-cola e tudo. Mas não tenho certeza.
Flashbacks à parte, hoje estávamos nós, numa dessas (agora raras) tardes quentes de primavera, lezando no mesmo shopping. Depois dela ter cuspido uma pedra de gelo em mim - e ter errado, e de ter me feito andar no sol sem óculos escuros (o que me rendeu uma dor de cabeça que me incomoda até agora), fomos olhar uma loja de bijouterias. Colocamos anéis, tiramos anéis (no bom sentido, por favor) e do nada uma vendedora diz:
- Ah, qual a cor do teu cabelo?
A vaca... er, minha amiga ficou estupefata.
- Er... loiro...
- É, mas que loiro? É tão bonito...
- É natural...
- Ah, é? Ah, mulher, não pinta nunca não! É tão bonito assim! Nunca pintasse mesmo? Tão lindo...
Se fosse eu tinha dado um fora grosseiro na mulher. Coisas que nunca devem se perguntar a uma mulher: "Qual a cor da tinta do seu cabelo?"; "Você está grávida?"; ou pior: "Pra quando é o bebê?"
Mas a melhor tirada dessa minha amiga (que deve estar morrendo de rir agora) foi:
- Sábado de nove horas nós vamos à praia. Tá a fim?
- ¬¬
- Bem... não diga que eu não convidei. *sorriso cara de pau* É água de côco e carangueijo!
quarta-feira, outubro 04, 2006
Relação Aberta
Um triângulo amoroso, como tantos outros. Não havia grandes diferenças entre esse e qualquer um dos vários casos espalhados pelo mundo.
Letícia, casada com André há 15 anos. Não tinham filhos, ela não queria. André bem que tentou boicotar a cartela de pílulas, mas ela mudou o método. Como uma mulher moderna, acompanhava o desenvolvimento da medicina e descobriu o mini-DIU. Além de tê-lo implantado, adotou um anticoncepcional em adesivo, por precaução quase obsessiva.
O marido de nada desconfiou no início. A mulher sempre teve manias estranhas, sempre foi extremamente cuidadosa. Não podia reclamar que faltasse organização na casa, comida boa e saudável, nem mesmo do corpo da mulher. Ela cuidava da alimentação, fazia exercícios, ninguém diria que já se aproximada dos 40 anos.
André era um homem bem-sucedido. Bem-sucedido e frustrado. Queria filhos, podia sustentá-los, era louco por crianças; mas Letícia parecia não compartilhar essa vontade. Assim como já não compartilhavam a cama, a não ser em ocasiões especiais.
Ela era fria, distante, não participava do ato. Ele perdera a vontade de estimulá-la. Costumavam ir direto ao ponto, depois cada um virava para o seu lado e dormiam. Frustrados, insatisfeitos, inclusive com raiva inconsciente um do outro, mas nunca conversavam. A rotina continuaria no dia seguinte, inalterada. Aparentemente perfeita; como num comercial de detergente.
É aqui que entra Vítor, colega de trabalho de Letícia. Um moreno alto, sedutor, discreto e pouco confiável. Almoçava com ela todo dia. Passaram a lanchar juntos à tarde também, após certo tempo.
Vítor a conquistou - não que ela não tivesse culpa - e Letícia dedicou a ele a atenção que, há tempos, não dedicava ao marido. O caso se prolongou. Ela não tinha intenção de acabar o casamento e ele estava satisfeito com as vantagens e a liberdade proporcionadas por aquele relacionamento.
Após um longo tempo naquele triângulo amoroso, André começou a desconfiar da mulher. Houve uma festa na empresa dela, para a qual foram juntos. Eles conversavam numa mesa com outro casal e Vítor estava no bar, estrategicamente posicionado para ficar em frente à amante. Seus olhos fixos em Letícia, olhando de relance o generoso decote de seu longo vermelho.
Ela desculpou-se e atravessou o grande salão em direção ao banheiro. Vítor prontamente a seguiu. André percebeu a movimentação. Passou algum tempo na mesa, em dúvida. Talvez a mulher apenas fosse ao banheiro. Daqui a pouco ela estaria de volta. Letícia não o trairia com aquele tipo. Ou trairia?
Seguiu-os. Entrou no banheiro masculino e encontrou Letícia apoiada na pia, com o vestido erguido, aos beijos com Vítor. Olhou-os por algum tempo chocado, então começou a gritar com o homem que agarrava sua mulher.
Ela pediu que ele se calasse e os três seguiram para o luxuoso apartamento do casal. Tentaram agir com calma, André, porém, estava exaltado. Ameaçou a esposa e o amante, discutiu, chorou, exigiu que aquele relacionamento abjeto terminasse.
Apesar da promessa, feita para acalmar o marido, Letícia não chegou a acabar o caso. Seu marido não compareceu mais aos eventos da empresa dela, por escolha própria.
Meses depois, Letícia descobriu Ísis. Recém-formada em turismo, magra cabelos negros, assim como os olhos, cortados na altura do queixo. A garota mantinha uma franja e até parecia ter saltado de um mito egípcio. Apesar da aparência inocente, seus olhos revelavam uma mente maliciosa.
Ísis era, há três anos, amante de André. Conheceram-se numa livraria. Ela derramara café em sua camisa. Pediu desculpas e ofereceu-se para lavar em seu apartamento. Ele poderia esperar, tomar um café, um chá. Quem sabe algo mais?
O casamento não acabou. A vida diurna do casal permaneceu a mesma. Sempre perfeita e eficiente. Já as noites - as poucas que passavam juntos - esquentaram; como nos tempos de namoro. E assim o relacionamento se manteve, a única precaução era manter a cortina de mentiras, mantendo discrição a respeito dos amantes.
Letícia, casada com André há 15 anos. Não tinham filhos, ela não queria. André bem que tentou boicotar a cartela de pílulas, mas ela mudou o método. Como uma mulher moderna, acompanhava o desenvolvimento da medicina e descobriu o mini-DIU. Além de tê-lo implantado, adotou um anticoncepcional em adesivo, por precaução quase obsessiva.
O marido de nada desconfiou no início. A mulher sempre teve manias estranhas, sempre foi extremamente cuidadosa. Não podia reclamar que faltasse organização na casa, comida boa e saudável, nem mesmo do corpo da mulher. Ela cuidava da alimentação, fazia exercícios, ninguém diria que já se aproximada dos 40 anos.
André era um homem bem-sucedido. Bem-sucedido e frustrado. Queria filhos, podia sustentá-los, era louco por crianças; mas Letícia parecia não compartilhar essa vontade. Assim como já não compartilhavam a cama, a não ser em ocasiões especiais.
Ela era fria, distante, não participava do ato. Ele perdera a vontade de estimulá-la. Costumavam ir direto ao ponto, depois cada um virava para o seu lado e dormiam. Frustrados, insatisfeitos, inclusive com raiva inconsciente um do outro, mas nunca conversavam. A rotina continuaria no dia seguinte, inalterada. Aparentemente perfeita; como num comercial de detergente.
É aqui que entra Vítor, colega de trabalho de Letícia. Um moreno alto, sedutor, discreto e pouco confiável. Almoçava com ela todo dia. Passaram a lanchar juntos à tarde também, após certo tempo.
Vítor a conquistou - não que ela não tivesse culpa - e Letícia dedicou a ele a atenção que, há tempos, não dedicava ao marido. O caso se prolongou. Ela não tinha intenção de acabar o casamento e ele estava satisfeito com as vantagens e a liberdade proporcionadas por aquele relacionamento.
Após um longo tempo naquele triângulo amoroso, André começou a desconfiar da mulher. Houve uma festa na empresa dela, para a qual foram juntos. Eles conversavam numa mesa com outro casal e Vítor estava no bar, estrategicamente posicionado para ficar em frente à amante. Seus olhos fixos em Letícia, olhando de relance o generoso decote de seu longo vermelho.
Ela desculpou-se e atravessou o grande salão em direção ao banheiro. Vítor prontamente a seguiu. André percebeu a movimentação. Passou algum tempo na mesa, em dúvida. Talvez a mulher apenas fosse ao banheiro. Daqui a pouco ela estaria de volta. Letícia não o trairia com aquele tipo. Ou trairia?
Seguiu-os. Entrou no banheiro masculino e encontrou Letícia apoiada na pia, com o vestido erguido, aos beijos com Vítor. Olhou-os por algum tempo chocado, então começou a gritar com o homem que agarrava sua mulher.
Ela pediu que ele se calasse e os três seguiram para o luxuoso apartamento do casal. Tentaram agir com calma, André, porém, estava exaltado. Ameaçou a esposa e o amante, discutiu, chorou, exigiu que aquele relacionamento abjeto terminasse.
Apesar da promessa, feita para acalmar o marido, Letícia não chegou a acabar o caso. Seu marido não compareceu mais aos eventos da empresa dela, por escolha própria.
Meses depois, Letícia descobriu Ísis. Recém-formada em turismo, magra cabelos negros, assim como os olhos, cortados na altura do queixo. A garota mantinha uma franja e até parecia ter saltado de um mito egípcio. Apesar da aparência inocente, seus olhos revelavam uma mente maliciosa.
Ísis era, há três anos, amante de André. Conheceram-se numa livraria. Ela derramara café em sua camisa. Pediu desculpas e ofereceu-se para lavar em seu apartamento. Ele poderia esperar, tomar um café, um chá. Quem sabe algo mais?
O casamento não acabou. A vida diurna do casal permaneceu a mesma. Sempre perfeita e eficiente. Já as noites - as poucas que passavam juntos - esquentaram; como nos tempos de namoro. E assim o relacionamento se manteve, a única precaução era manter a cortina de mentiras, mantendo discrição a respeito dos amantes.
sábado, setembro 30, 2006
Perguntas
Sorrateiramente. Assim ela invadiu o quarto da outra criatura, adormecida em seu divã. Cutucou-a até que acordasse.
- Como você consegue?
- Como?!
O brilho cintilante de Imaginação chegou a diminuir um pouco. Vez por outra a culpavam por criar algo fora dos padrões que, às vezes, por mais estranho que fosse, se mostrava bom; em outros casos, podia ser um tanto quanto maléfico. A culpa não era dela, era de Insanidade Temporária. Que podia fazer se os outros estavam sempre discutindo e nunca notavam quando ela se soltava e tomava conta do Cérebro? Demorava até que Juízo a colocasse em seu devido lugar e restaurasse a ordem normal das coisas, principalmente se Espontaneidade a escondia. Imaginação olhou em volta e viu que não estava sendo acusada de nenhuma maluquice, era Curiosidade quem estava ali, com suas eternas perguntas.
- Como eu consigo o quê?
- Ah, você sabe, Imaginação. Como você consegue imaginar as coisas?
- Bom, é meu trabalho, eu acho. Nasci para isso. Me aproveito das coisas que os departamentos de Visão e Audição mandam, converso com Memória, imagino as coisas e Criatividade as ordena e desenvolve.
- E por que você estava dormindo? Não deveria trabalhar o tempo todo?
- Não, eu preciso descansar também! Não sou de ferro.
- Descansar de quê?
- De tudo, Curiosidade. Eu imagino tudo o que vai ser dito, escrito (a não ser que estejam copiando), imagino o que vai ser feito, imagino os sonhos. E o DSC (Departamento do SubConsciente) me cobra as coisas mais absurdas do mundo. Um monte de gente contrata os meus serviços, você sabe.
- Ah! Tipo quem?
Curiosidade tinha milhões de perguntas! Com seus grandes olhos perscrutadores, estava sempre pronta para captar quantas informações fosse possível; senão, como a própria dizia, "morreria de curiosidade". Juízo e Mal-Humor já haviam cansado de repetir que ela não poderia morrer de si mesma, mas não adiantava.
- Espontaneidade, Bom-Humor, o RDD (Rede de Desenvolvimento de Desculpas)... Às vezes é tanto trabalho que peço ajuda à Insanidade Temporária!
- Mas isso não é proibido?
- Ora, Curiosidade! Você deveria saber disso! Não há nada proibido no Cérebro. Juízo é que é um chato e inventa essas coisas. Sempre querendo controlar tudo! Basta ir até lá, acompanhada de Bom-Senso, de preferência, e Juízo nem vai notar! Está sempre discutindo com alguém mesmo.
- Será que consigo convencer Bom-Senso a visitar Insanidade Temporário comigo? Queria tanto saber umas coisas!
- Por que você não vai lá e pergunta a ele? Aposto como adoraria te acompanhar!
Curiosidade foi, alegre e saltitante como uma criança que acaba de ganhar um ovo de Páscoa, atrás de Bom-Senso. Quais sandices Insanidade Temporária diria? Ou será que ela é mais "normal" que a maioria dos moradores do Cérebro e só se faz de louca? Será que poderia aproveitar que estava nas extremidades e fazer uma visitinha ao departamento de Visão? O Mundo Externo era tão interessante!
Imaginação suspirou e fechou os olhos, pronta para adormecer novamente. Curiosidade era uma gracinha, mas podia ser tão cansativa!
- Como você consegue?
- Como?!
O brilho cintilante de Imaginação chegou a diminuir um pouco. Vez por outra a culpavam por criar algo fora dos padrões que, às vezes, por mais estranho que fosse, se mostrava bom; em outros casos, podia ser um tanto quanto maléfico. A culpa não era dela, era de Insanidade Temporária. Que podia fazer se os outros estavam sempre discutindo e nunca notavam quando ela se soltava e tomava conta do Cérebro? Demorava até que Juízo a colocasse em seu devido lugar e restaurasse a ordem normal das coisas, principalmente se Espontaneidade a escondia. Imaginação olhou em volta e viu que não estava sendo acusada de nenhuma maluquice, era Curiosidade quem estava ali, com suas eternas perguntas.
- Como eu consigo o quê?
- Ah, você sabe, Imaginação. Como você consegue imaginar as coisas?
- Bom, é meu trabalho, eu acho. Nasci para isso. Me aproveito das coisas que os departamentos de Visão e Audição mandam, converso com Memória, imagino as coisas e Criatividade as ordena e desenvolve.
- E por que você estava dormindo? Não deveria trabalhar o tempo todo?
- Não, eu preciso descansar também! Não sou de ferro.
- Descansar de quê?
- De tudo, Curiosidade. Eu imagino tudo o que vai ser dito, escrito (a não ser que estejam copiando), imagino o que vai ser feito, imagino os sonhos. E o DSC (Departamento do SubConsciente) me cobra as coisas mais absurdas do mundo. Um monte de gente contrata os meus serviços, você sabe.
- Ah! Tipo quem?
Curiosidade tinha milhões de perguntas! Com seus grandes olhos perscrutadores, estava sempre pronta para captar quantas informações fosse possível; senão, como a própria dizia, "morreria de curiosidade". Juízo e Mal-Humor já haviam cansado de repetir que ela não poderia morrer de si mesma, mas não adiantava.
- Espontaneidade, Bom-Humor, o RDD (Rede de Desenvolvimento de Desculpas)... Às vezes é tanto trabalho que peço ajuda à Insanidade Temporária!
- Mas isso não é proibido?
- Ora, Curiosidade! Você deveria saber disso! Não há nada proibido no Cérebro. Juízo é que é um chato e inventa essas coisas. Sempre querendo controlar tudo! Basta ir até lá, acompanhada de Bom-Senso, de preferência, e Juízo nem vai notar! Está sempre discutindo com alguém mesmo.
- Será que consigo convencer Bom-Senso a visitar Insanidade Temporário comigo? Queria tanto saber umas coisas!
- Por que você não vai lá e pergunta a ele? Aposto como adoraria te acompanhar!
Curiosidade foi, alegre e saltitante como uma criança que acaba de ganhar um ovo de Páscoa, atrás de Bom-Senso. Quais sandices Insanidade Temporária diria? Ou será que ela é mais "normal" que a maioria dos moradores do Cérebro e só se faz de louca? Será que poderia aproveitar que estava nas extremidades e fazer uma visitinha ao departamento de Visão? O Mundo Externo era tão interessante!
Imaginação suspirou e fechou os olhos, pronta para adormecer novamente. Curiosidade era uma gracinha, mas podia ser tão cansativa!
segunda-feira, setembro 25, 2006
Apresentações
Finalmente, este dia chegou. O dia que nem eu (talvez, nem a Fernanda) esperava que chegasse. hehehe Como todo brasileiro, deixemos as coisas importantes para a última hora :D Fê disse-me, segunda-feira passada à noite, que eu tinha uma semana pra escrever o meu primeiro post, sendo eu a mais nova integrante deste blog feminino de tanto sucesso. _o// Então, o que acontece se juntarmos preguiça + falta de inspiração + muitas coisas pra estudar + mais preguiça? :/ Isso mesmo. Atraso. É meia-noite mais nove minutos da segunda feira. E eu, que já devia estar dormindo, aqui estou, na árdua tarefa de apresentar-me.
Meu nome é Anna Karoline. Gosto de falar o nome composto, pois atendo tanto por Anna, como por Karol, e às vezes sou até uma Jekyll & Hyde myself. Tenho 16 anos e estudo para o cruel vestibular a fim de cursar Turismo (esperançosamente) ano que vem (se não houver mais greves na UFPB...). Sou, por natureza, um tanto pessimista, irônica e inconformada. Gosto muito de ler, música e seriados (me pergunte sobre qualquer um deles e eu sei quem morreu, quem foi traído, quem casou, quem se mudou pra uma cidadezinha e está de volta... tudo!). Como já deu para notar, gosto muito de intervenções (geralmente, entre parêntesis) do meu eu-lírico. hehehe Escrevo como hobby, desde os nove anos, sem nenhum objetivo, apenas pelo simples fato de adorar a atividade e de me dar bem com as palavras. Não gosto de chuchu e a parte do corpo que eu mais gosto em mim são meus olhos e minhas mãozinhas que são pequenas, quase ínfimas. Minhas cores preferidas são preto e rosa e eu não sonho com casamento. Prefiro beber vinho tinho a qualquer outra coisa e meu anseio é dar orgulho aos meus pais, embora ultimamente, tenha dado um pouco de prejuízo pela minha falta de juízo. Sou uma moça bem encaminhada na vida, falo inglês e francês, enrolo no espanhol e sempre imagino como seria minha vida (sem muitas complicações) no século XIX. Sou simples, recatada, modesta e segundo meu namorado, "supercalafragalisticexpialadocious" - se é assim que se escreve... Mas, vamos ao que interessa.
Comovi-me ao ler os relatos a respeito de Wando, o bodecão, o cachorro que todos nós amamos e que aprendemos a respeitar até como patrimônio animal da nossa João Pessoa, o cão cujo prato favorito são os pentes e tênis de Leonardo...
Resolvi eu, também, contar as minhas experiências com cachorros. Não, o post sobre ex-namorados será outro dia. Este é sobre cachorros peludos e que rosnam.. Ainda não os diferenciei o bastante né? Enfim, os mamíferos felpudos, os canis familiaris. É... aqueles que podem ser adestrados e te proteger, AGOOOORA SIM, você sabe de quais cachorros eu estou falando, não é?
Então, eu já tive um dobermann gay (um dobergayy, num neologismo forçado). Nunca, nunca, nunca cruzou com nenhuma fêmea e na única tentativa, correu com medo dela. Até o seu jeitinho de andar fazia vergonha. Ele era conhecido como Bóris e seu sobrenome era um tanto paradoxal: DOCE MAR. Ele, desde os tempos mais remotos, já dava sinais de sua homossexualidade. Não gostava de passear, vivia no escuro de sua casinha (seria emo também?) e paquerava o adestrador. Os do bairro pediam filhotinhos e nós, da família, sem nenhuma perspectiva, começávamos a trocar olhares de negatividade e com um singelo "Claro..." respondíamos, mas com muito acanhamento no falar. Hoje, Bóris vive isolado em um asilo para cães e nós não o vemos mais. Tivemos que doá-lo porque nos mudamos para outra cidade e não podíamos levá-lo conosco. Porém, a última notícia dele que nos chegou aos ouvidos foi que ele estava feliz vivendo com um Fox Terrier lá pelo bairro da Torre... Interessante não?
Como diria algum poeta, se assim tivesse pensado...
Nada como divagações sobre o nada.
Até mais ver.
Meu nome é Anna Karoline. Gosto de falar o nome composto, pois atendo tanto por Anna, como por Karol, e às vezes sou até uma Jekyll & Hyde myself. Tenho 16 anos e estudo para o cruel vestibular a fim de cursar Turismo (esperançosamente) ano que vem (se não houver mais greves na UFPB...). Sou, por natureza, um tanto pessimista, irônica e inconformada. Gosto muito de ler, música e seriados (me pergunte sobre qualquer um deles e eu sei quem morreu, quem foi traído, quem casou, quem se mudou pra uma cidadezinha e está de volta... tudo!). Como já deu para notar, gosto muito de intervenções (geralmente, entre parêntesis) do meu eu-lírico. hehehe Escrevo como hobby, desde os nove anos, sem nenhum objetivo, apenas pelo simples fato de adorar a atividade e de me dar bem com as palavras. Não gosto de chuchu e a parte do corpo que eu mais gosto em mim são meus olhos e minhas mãozinhas que são pequenas, quase ínfimas. Minhas cores preferidas são preto e rosa e eu não sonho com casamento. Prefiro beber vinho tinho a qualquer outra coisa e meu anseio é dar orgulho aos meus pais, embora ultimamente, tenha dado um pouco de prejuízo pela minha falta de juízo. Sou uma moça bem encaminhada na vida, falo inglês e francês, enrolo no espanhol e sempre imagino como seria minha vida (sem muitas complicações) no século XIX. Sou simples, recatada, modesta e segundo meu namorado, "supercalafragalisticexpialadocious" - se é assim que se escreve... Mas, vamos ao que interessa.
Comovi-me ao ler os relatos a respeito de Wando, o bodecão, o cachorro que todos nós amamos e que aprendemos a respeitar até como patrimônio animal da nossa João Pessoa, o cão cujo prato favorito são os pentes e tênis de Leonardo...
Resolvi eu, também, contar as minhas experiências com cachorros. Não, o post sobre ex-namorados será outro dia. Este é sobre cachorros peludos e que rosnam.. Ainda não os diferenciei o bastante né? Enfim, os mamíferos felpudos, os canis familiaris. É... aqueles que podem ser adestrados e te proteger, AGOOOORA SIM, você sabe de quais cachorros eu estou falando, não é?
Então, eu já tive um dobermann gay (um dobergayy, num neologismo forçado). Nunca, nunca, nunca cruzou com nenhuma fêmea e na única tentativa, correu com medo dela. Até o seu jeitinho de andar fazia vergonha. Ele era conhecido como Bóris e seu sobrenome era um tanto paradoxal: DOCE MAR. Ele, desde os tempos mais remotos, já dava sinais de sua homossexualidade. Não gostava de passear, vivia no escuro de sua casinha (seria emo também?) e paquerava o adestrador. Os do bairro pediam filhotinhos e nós, da família, sem nenhuma perspectiva, começávamos a trocar olhares de negatividade e com um singelo "Claro..." respondíamos, mas com muito acanhamento no falar. Hoje, Bóris vive isolado em um asilo para cães e nós não o vemos mais. Tivemos que doá-lo porque nos mudamos para outra cidade e não podíamos levá-lo conosco. Porém, a última notícia dele que nos chegou aos ouvidos foi que ele estava feliz vivendo com um Fox Terrier lá pelo bairro da Torre... Interessante não?
Como diria algum poeta, se assim tivesse pensado...
Nada como divagações sobre o nada.
Até mais ver.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Pérolas de valor inestimado... ops, inestimável.
Por motivos de ética, não vou dizer que essas frases foram retiradas de redações com o objetivo de selecionar alunos para um curso profissionalizante, num projeto do governo federal.
"Com o desemprego a sociedade é ameaçada pela paz social". Vocês imaginam a paz com uma arma na cabeça da sociedade?
"A educaçao e muito enportante para que nós podemos aprende coisas como estuda, siconporta nus lugares sim comunica melhor". Quem não se comunica, se trumbica, como diria Chacrinha. E você está mais que trumbicada...
"O estudo e bom porque nós podemos passar por teste ou faser augua redaçao". Se estudo é bom, é algo que você está precisando, hein?
"E a educaçao de siconporta e muito enportante por que quando agente chega em alguluga sbe senconporta, sabe fala, sabe comessa e até em terpreta". É, para entender isso aí, é necessária uma verdadeira interpretação...
"O desenprego hoje endia está muito pouco parar pessoas que querem trabalhar". Imagina pra quem não quer trabalhar como deve ser ótimo!
"É preciso estimular os jovem para o mercado de trabalho o trabalho é uma educação". Talvez eu devesse vender você no mercado de trabalho? Ou talvez a educação?
"É preciso envolver as pessoas em trabalhos na comunidade para que eles não se deixem levar pela facilidade que o mundo dá e essa facilidade só vai dar em dois lugares: cadeia ou cemitério". Cemitério é pouco pra você, concorda?
"É devivo a essa falta de coencitasização que o mundo anda nesse caus". Realmente, um português desse deve dar uma crise de consciência...
"Isso era muito terrível meninos de 4 anos deixavam de ir a escola para ir catar lixo com suas mães era errado mais iria fazer o que si eles nao trabalhacem não teria seu café da manhã". Pois esse garotinho de 4 anos deve saber se expressar melhor que você...
"Sim a educação pode combater a educação é fundamental e necessaria". Sem comentários...
"O autor diz que a educação é o alicesse". Meus alicerces caíram depois dessa...
"O desemprego mundial está crescendo em todo o país".
"A falta de emprego no Brasil é muito grande, pois o índice de desemprego está aumentando cada vez mais no Brasil". Alguém entendeu?
"realizar aquele tão sonhado sonho". Redundância mandou lembranças...
"Precisamos nos desenvolver-mos com o mundo. Estudar bastante para poder-mos evoluir-mos tanto emocionalmente quanto profissionalmente". Se o mundo evoluir como você, estaremos perdidos.
"A falta do desemprego está ligada ao analfabetismo". Quer dizer que os analfabetos são os que estão empregados?!
"Isso é necessário, porque o mundo não gira em torno de nós, mas sim nós giramos em torno dele". Você se imagina correndo em volta do mundo?
"Meu primeiro emprego será muito importante pra mim porque eu preciso muito deles para ajudar a minlha famililha". E o emuxês chega nas redações...
"O emprego é quase tudo do que o nosso país precisa porque também precisamos de ter educação, acima de tudo".
"O índice de mortalidade e criminalidade tem aumentado, sendo a educação a base de tudo. Será ela a responsável por esses acontecimentos?" Quanto ao crime eu não sei, mas que a sua mãe cometeu a sua educação, ah, isso sim...
"O desemprego é a maior dificuldade, porque há milhões de desempregados".
"Enfrentamos muitos desafio entre familia na area finanseira pouca oportunidade que não temos se tivemos o mundo!" Viva lá revolucióón! o/
"A educação está combatendo uma enorme série de desemprego no país". Desempregos em série: a próxima série de suspense e crime.
"A educação é fundamental nos dia-a-dia dos dias de hoje..."
E saída diretamente do horário político:
"A política pode ser algo empolgante e contagioso".
De fato, a politica é uma doença contagiosa e letal...
"Com o desemprego a sociedade é ameaçada pela paz social". Vocês imaginam a paz com uma arma na cabeça da sociedade?
"A educaçao e muito enportante para que nós podemos aprende coisas como estuda, siconporta nus lugares sim comunica melhor". Quem não se comunica, se trumbica, como diria Chacrinha. E você está mais que trumbicada...
"O estudo e bom porque nós podemos passar por teste ou faser augua redaçao". Se estudo é bom, é algo que você está precisando, hein?
"E a educaçao de siconporta e muito enportante por que quando agente chega em alguluga sbe senconporta, sabe fala, sabe comessa e até em terpreta". É, para entender isso aí, é necessária uma verdadeira interpretação...
"O desenprego hoje endia está muito pouco parar pessoas que querem trabalhar". Imagina pra quem não quer trabalhar como deve ser ótimo!
"É preciso estimular os jovem para o mercado de trabalho o trabalho é uma educação". Talvez eu devesse vender você no mercado de trabalho? Ou talvez a educação?
"É preciso envolver as pessoas em trabalhos na comunidade para que eles não se deixem levar pela facilidade que o mundo dá e essa facilidade só vai dar em dois lugares: cadeia ou cemitério". Cemitério é pouco pra você, concorda?
"É devivo a essa falta de coencitasização que o mundo anda nesse caus". Realmente, um português desse deve dar uma crise de consciência...
"Isso era muito terrível meninos de 4 anos deixavam de ir a escola para ir catar lixo com suas mães era errado mais iria fazer o que si eles nao trabalhacem não teria seu café da manhã". Pois esse garotinho de 4 anos deve saber se expressar melhor que você...
"Sim a educação pode combater a educação é fundamental e necessaria". Sem comentários...
"O autor diz que a educação é o alicesse". Meus alicerces caíram depois dessa...
"O desemprego mundial está crescendo em todo o país".
"A falta de emprego no Brasil é muito grande, pois o índice de desemprego está aumentando cada vez mais no Brasil". Alguém entendeu?
"realizar aquele tão sonhado sonho". Redundância mandou lembranças...
"Precisamos nos desenvolver-mos com o mundo. Estudar bastante para poder-mos evoluir-mos tanto emocionalmente quanto profissionalmente". Se o mundo evoluir como você, estaremos perdidos.
"A falta do desemprego está ligada ao analfabetismo". Quer dizer que os analfabetos são os que estão empregados?!
"Isso é necessário, porque o mundo não gira em torno de nós, mas sim nós giramos em torno dele". Você se imagina correndo em volta do mundo?
"Meu primeiro emprego será muito importante pra mim porque eu preciso muito deles para ajudar a minlha famililha". E o emuxês chega nas redações...
"O emprego é quase tudo do que o nosso país precisa porque também precisamos de ter educação, acima de tudo".
"O índice de mortalidade e criminalidade tem aumentado, sendo a educação a base de tudo. Será ela a responsável por esses acontecimentos?" Quanto ao crime eu não sei, mas que a sua mãe cometeu a sua educação, ah, isso sim...
"O desemprego é a maior dificuldade, porque há milhões de desempregados".
"Enfrentamos muitos desafio entre familia na area finanseira pouca oportunidade que não temos se tivemos o mundo!" Viva lá revolucióón! o/
"A educação está combatendo uma enorme série de desemprego no país". Desempregos em série: a próxima série de suspense e crime.
"A educação é fundamental nos dia-a-dia dos dias de hoje..."
E saída diretamente do horário político:
"A política pode ser algo empolgante e contagioso".
De fato, a politica é uma doença contagiosa e letal...
quinta-feira, setembro 21, 2006
História Real
Essa é uma história real, que aconteceu com um amigo de um amigo meu...
Mentira, aconteceu na minha casa e eu vi com esses olhos que a terra não comerá, porque serei cremada. Não que o que vão fazer com meus restos mortais daqui a 130 anos importe, vou estar morta mesmo!
Acho que tdos estão familiarizados com Wando, um schnauzer de porte médio, preto, idiota como uma porta, motivo de piadas e que com certeza é filho de um macaco.
Quem conhece sabe que ele tenta escalar uma palmeira daqui com certa freqüência ("Papai podia, porque eu não posso?") e pula o muro da frente da casa com uma certa facilidade.
Nota: o muro tem e metros de altura. Isso mesmo: dois metros.
Por causa das peripécias e tentativas de fuga, Wando vive "enclausurado" no quintal. Não que seja ruim. Tem uma área grande, comida, água fresca, algumas árvores, a casinha dele... e tudo que o separa do jardim e do muro da rua é uma pequena grade de meio metro, que ele não consegue pular, por estranhos motivos de condicionamento mental.
Há teorias que dizem que ele não pula a gradezinha porque ficou preso ali desde novo, então não sabe que pode pular a grade. Alguns dizem que ele é obediente. Outros, ainda, que é muito burro. Eu acho que ele é só um cachorro, não tem um raciocínio tão abstrato assim pra compreender que não apenas ele poderia dar uma de macaco e pular a grade como poderia dar uma de bode e derrubar a grade com uma cabeçada, já que além dos pulos gigantescos essa é outra das grandes habilidades dele.
Nessas de pular muro externo e dar marretadas nos outros ele conseguiu cair na cabeça da minha mãe. Bateu com a parte mais dura da cabeça dele na parte mais macia do rosto dela. Sabe aquele osso logo abaixo do olho? Pois é.
Eu acho que Wando is evil, veio diretamente from hell e o verdadeiro dono dele é Chucky, que o esqueceu em algum ponto entre o Inferno e Faerie e o bichinho, desnorteado, veio parar aqui.
Agora seus instintos dizem que ele deve exterminar a família, começando pela pessoa a quem ele mais se apegou. Deve ser por isso que o cachorro é tão doido: parte dele nos ama, parte dele deseja nos destruir e parte dele só queria mesmo era ser um bicho diferente.
Mentira, aconteceu na minha casa e eu vi com esses olhos que a terra não comerá, porque serei cremada. Não que o que vão fazer com meus restos mortais daqui a 130 anos importe, vou estar morta mesmo!
Acho que tdos estão familiarizados com Wando, um schnauzer de porte médio, preto, idiota como uma porta, motivo de piadas e que com certeza é filho de um macaco.
Quem conhece sabe que ele tenta escalar uma palmeira daqui com certa freqüência ("Papai podia, porque eu não posso?") e pula o muro da frente da casa com uma certa facilidade.
Nota: o muro tem e metros de altura. Isso mesmo: dois metros.
Por causa das peripécias e tentativas de fuga, Wando vive "enclausurado" no quintal. Não que seja ruim. Tem uma área grande, comida, água fresca, algumas árvores, a casinha dele... e tudo que o separa do jardim e do muro da rua é uma pequena grade de meio metro, que ele não consegue pular, por estranhos motivos de condicionamento mental.
Há teorias que dizem que ele não pula a gradezinha porque ficou preso ali desde novo, então não sabe que pode pular a grade. Alguns dizem que ele é obediente. Outros, ainda, que é muito burro. Eu acho que ele é só um cachorro, não tem um raciocínio tão abstrato assim pra compreender que não apenas ele poderia dar uma de macaco e pular a grade como poderia dar uma de bode e derrubar a grade com uma cabeçada, já que além dos pulos gigantescos essa é outra das grandes habilidades dele.
Nessas de pular muro externo e dar marretadas nos outros ele conseguiu cair na cabeça da minha mãe. Bateu com a parte mais dura da cabeça dele na parte mais macia do rosto dela. Sabe aquele osso logo abaixo do olho? Pois é.
Eu acho que Wando is evil, veio diretamente from hell e o verdadeiro dono dele é Chucky, que o esqueceu em algum ponto entre o Inferno e Faerie e o bichinho, desnorteado, veio parar aqui.
Agora seus instintos dizem que ele deve exterminar a família, começando pela pessoa a quem ele mais se apegou. Deve ser por isso que o cachorro é tão doido: parte dele nos ama, parte dele deseja nos destruir e parte dele só queria mesmo era ser um bicho diferente.
Cães... ruim sem eles, pior com eles.
Motivos pelos quais ter um cachorro:
~> Ele te faz companhia, se você for uma pessoa carente e não tiver família, namorado, amigos ou um gato. Ou se você for muito carente e achar que o gato te esnoba porque não depende tanto assim de você.
Motivos pelos quais não ter um cachorro:
~> Cães babam.
~> Ração custa caro.
~> Cães precisam tomar vacina, remédios, pegam pulga, carrapato...
~> Eles precisam muito de atenção.
~> Você precisa dar banho no bicho, ou pagar alguém para fazê-lo.
~> Eles latem.
~> Eles latem às 3h da madrugada porque tem um calango em cima do muro.
~> Eles pulam em cima de você.
~> Eles mordem, ainda que seja de brincadeira.
~> Aliás, eles querem brincar enquanto estiverem acordados e não estiverem com fome. Nunca se cansam!
E o pior de tudo:
~> Eles podem cair na sua cabeça. Acredite: não é agradável.
~> Ele te faz companhia, se você for uma pessoa carente e não tiver família, namorado, amigos ou um gato. Ou se você for muito carente e achar que o gato te esnoba porque não depende tanto assim de você.
Motivos pelos quais não ter um cachorro:
~> Cães babam.
~> Ração custa caro.
~> Cães precisam tomar vacina, remédios, pegam pulga, carrapato...
~> Eles precisam muito de atenção.
~> Você precisa dar banho no bicho, ou pagar alguém para fazê-lo.
~> Eles latem.
~> Eles latem às 3h da madrugada porque tem um calango em cima do muro.
~> Eles pulam em cima de você.
~> Eles mordem, ainda que seja de brincadeira.
~> Aliás, eles querem brincar enquanto estiverem acordados e não estiverem com fome. Nunca se cansam!
E o pior de tudo:
~> Eles podem cair na sua cabeça. Acredite: não é agradável.
quinta-feira, setembro 14, 2006
7 Músicas
A regra aqui, pelo visto, é "sete-alguma-coisa"...
Não vai ser a primeira vez que uma lista de músicas aparece por aqui, talvez não seja a última. Eu ia fazer com 20 músicas, mas achei um pouquinho demais.
Algumas músicas têm significado especial, outras não, são somente coisas que estou ouvindo agora. Não tenho bem uma ordem de preferência, então nada de numeração.
Bom, só estou escrevendo pra dar uma movimentada nesse blog mesmo! =D
:: La Isla Bonita - Madonna
~> Por quê? Porque eu acho a música bonita, o ritmo agradável; nada de extraordinário.
:: Aisha - Cheb Khaled
~> Música árabe. Muito bonita por sinal. Ok, o ritmo é de música árabe, mas é cantada em francês.
:: Soledad Cidadão - Paralamas do Sucesso
~> Uma das melhores do último cd, Hoje.
:: Talk Tonight - Oasis
~> Simplesmente a minha preferida da banda.
:: Ojos Asi - Shakira
~> Me deixa feliz, o ritmo é legal e eu gosto do jeito que essa mulher dança. Meu objetivo é dançar igual ou melhor que ela! Claro, se eu puder chegar no nível das bailarinas do "Bellydance Superstars", tanto melhor.
:: Stand my Groud - Within Temptation
~> Só um pouquinho eclética, não? A música é bonita, a voz da cantora é belíssima e, junto com outras músicas da banda, se adequam ao meu estado de espírito atual.
:: Fleur de Saison - Emilie Simon
~> Talvez ela pareça cantora de desenho animado, mas é legal! Essa música em especial. Mas eu recomendo a todos o clipe de Flowers. Aí depois a gente conversa! =D
Não vai ser a primeira vez que uma lista de músicas aparece por aqui, talvez não seja a última. Eu ia fazer com 20 músicas, mas achei um pouquinho demais.
Algumas músicas têm significado especial, outras não, são somente coisas que estou ouvindo agora. Não tenho bem uma ordem de preferência, então nada de numeração.
Bom, só estou escrevendo pra dar uma movimentada nesse blog mesmo! =D
:: La Isla Bonita - Madonna
~> Por quê? Porque eu acho a música bonita, o ritmo agradável; nada de extraordinário.
:: Aisha - Cheb Khaled
~> Música árabe. Muito bonita por sinal. Ok, o ritmo é de música árabe, mas é cantada em francês.
:: Soledad Cidadão - Paralamas do Sucesso
~> Uma das melhores do último cd, Hoje.
:: Talk Tonight - Oasis
~> Simplesmente a minha preferida da banda.
:: Ojos Asi - Shakira
~> Me deixa feliz, o ritmo é legal e eu gosto do jeito que essa mulher dança. Meu objetivo é dançar igual ou melhor que ela! Claro, se eu puder chegar no nível das bailarinas do "Bellydance Superstars", tanto melhor.
:: Stand my Groud - Within Temptation
~> Só um pouquinho eclética, não? A música é bonita, a voz da cantora é belíssima e, junto com outras músicas da banda, se adequam ao meu estado de espírito atual.
:: Fleur de Saison - Emilie Simon
~> Talvez ela pareça cantora de desenho animado, mas é legal! Essa música em especial. Mas eu recomendo a todos o clipe de Flowers. Aí depois a gente conversa! =D
sábado, setembro 09, 2006
Eu Odeio Onibus
Acho um saco ter que pegar onibus, seja onde for ou quando for. Normalmente sempre tem um ou outro elemento que me irrita profundamente. Às vezes até os dois juntos. Mas nada pior do que pegar onibus no sábado ou domingo. Tudo aquilo que me irrita está naquela lata, elevado à 5ª potencia.
Em primeiro lugar, os motoristas raramente respeitam os passageiros. Acham que estao transportando carga, sacas de açúcar ou feijao... Ou seja lá o que passa pela cabeça deles. Quando alguém dá sinal num ponto de onibus, se for uma ou duas pessoas, o motorista apenas reduz a velocidade e abre as portas, pra que o passageiro pule pra dentro.
Um vez dentro do onibus, é preciso trocer pra nao precisar se acotovelar com um mundo de pessoas até chegar num lugar descente. As pessoas também sao um problema. Tem gente que esquece de tomar o banho semanal, nao entende bem o uso do desodorante ou nao tem noçoes de higiene como proteger um furúnculo. Nao se deixa um furúnculo exposto!!! Ninguém nunca ensinou isso, nao? Primeiro porque é nojento e eu nao queria ser obrigada a olhar praquilo e ter que tomar cuidado pra nao chegar perto. E é nojento pra "companheira" do furúnculo também (era um senhor furúnculo, dou duas semanas pra tomar o braço da mulher...), porque essas porcarias podem inflamar e ficar ainda piores do que já estao.
Claro, tem os "repentistas de onibus". O, raça!!! Ele entram no onibus, começam a cantar com suas vozes de taquara rachada o último forró seboso do momento e, no fim, vem com aquela conversa:
"O caçador 'véve' da caça, o pescador 'véve' da pesca, e o cantador 'véve' das ajuda dos passagero..."
Me irrita. Acho que vou abrir um outro blog, "Irritando Ferananda Eggers", por causa da quantidade das coisas que me irritam. Mas o que eu posso fazer??? É chato! E lá vai o cantador de quinta até o fim do onibus, com a mao estendida. Nao ganha nada e volta cutucando o povo, pra ver se assim consegue algum trocado. Eu, que nem tinha olhado pra cara do sujeito desde que começou a cantar, mataria um com um raio se pudesse, na hora em que a criatura chega com os dedinhos e dá tres batidinhas no meu ombro. Eu nao tinha nada antes, nao vou ter nada agora. Aliás, eu acho que eles deviam me pagar, por eu ter que suportar a cantoria!
Quando nao é isso, é um projeto de patricinha que pára do meu lado com um chiclete na boca. E começa a conversar com a amiga, com uma vozinha aguda e enjoativa e mascar o doce com a boca aberta. O que elas acham? Que é bonito? Charmoso? Sedutor? É falta de educaçao, nada mais, nada menos. E o barulho que faz é horrível! Só nao é pior do que os chupadores de dindim. Eles sentam, tranqüilos e calmos atrás de mim, porque eles escolheram ficar a volta da pessoa que mais odeia essas coisas, de propósito, rasgam seus saquinhos e começam a seboseira. "Squish, squish, slurp, slurp, slurp" e aquela porcaria derretendo, melando a mao, pingando nos bancos e no chao, o barulho insuportável... No dia em que juntou do meu lado chupadores de dindim e uma criança fazendo barulho com uma bexiga eu só nao desci do onibus e peguei outro porque estava muito perto do lugar onde ia descer.
Onibus é uma das coisas que mais me irrita nesse mundo, nao vejo a hora de me livrar do transporte público!!!
* Estou num computador da SOS Computadores e o teclado daqui está sem circunflexo e sem til. E sim, fico ligeiramente irritada em escrever assim.
Em primeiro lugar, os motoristas raramente respeitam os passageiros. Acham que estao transportando carga, sacas de açúcar ou feijao... Ou seja lá o que passa pela cabeça deles. Quando alguém dá sinal num ponto de onibus, se for uma ou duas pessoas, o motorista apenas reduz a velocidade e abre as portas, pra que o passageiro pule pra dentro.
Um vez dentro do onibus, é preciso trocer pra nao precisar se acotovelar com um mundo de pessoas até chegar num lugar descente. As pessoas também sao um problema. Tem gente que esquece de tomar o banho semanal, nao entende bem o uso do desodorante ou nao tem noçoes de higiene como proteger um furúnculo. Nao se deixa um furúnculo exposto!!! Ninguém nunca ensinou isso, nao? Primeiro porque é nojento e eu nao queria ser obrigada a olhar praquilo e ter que tomar cuidado pra nao chegar perto. E é nojento pra "companheira" do furúnculo também (era um senhor furúnculo, dou duas semanas pra tomar o braço da mulher...), porque essas porcarias podem inflamar e ficar ainda piores do que já estao.
Claro, tem os "repentistas de onibus". O, raça!!! Ele entram no onibus, começam a cantar com suas vozes de taquara rachada o último forró seboso do momento e, no fim, vem com aquela conversa:
"O caçador 'véve' da caça, o pescador 'véve' da pesca, e o cantador 'véve' das ajuda dos passagero..."
Me irrita. Acho que vou abrir um outro blog, "Irritando Ferananda Eggers", por causa da quantidade das coisas que me irritam. Mas o que eu posso fazer??? É chato! E lá vai o cantador de quinta até o fim do onibus, com a mao estendida. Nao ganha nada e volta cutucando o povo, pra ver se assim consegue algum trocado. Eu, que nem tinha olhado pra cara do sujeito desde que começou a cantar, mataria um com um raio se pudesse, na hora em que a criatura chega com os dedinhos e dá tres batidinhas no meu ombro. Eu nao tinha nada antes, nao vou ter nada agora. Aliás, eu acho que eles deviam me pagar, por eu ter que suportar a cantoria!
Quando nao é isso, é um projeto de patricinha que pára do meu lado com um chiclete na boca. E começa a conversar com a amiga, com uma vozinha aguda e enjoativa e mascar o doce com a boca aberta. O que elas acham? Que é bonito? Charmoso? Sedutor? É falta de educaçao, nada mais, nada menos. E o barulho que faz é horrível! Só nao é pior do que os chupadores de dindim. Eles sentam, tranqüilos e calmos atrás de mim, porque eles escolheram ficar a volta da pessoa que mais odeia essas coisas, de propósito, rasgam seus saquinhos e começam a seboseira. "Squish, squish, slurp, slurp, slurp" e aquela porcaria derretendo, melando a mao, pingando nos bancos e no chao, o barulho insuportável... No dia em que juntou do meu lado chupadores de dindim e uma criança fazendo barulho com uma bexiga eu só nao desci do onibus e peguei outro porque estava muito perto do lugar onde ia descer.
Onibus é uma das coisas que mais me irrita nesse mundo, nao vejo a hora de me livrar do transporte público!!!
* Estou num computador da SOS Computadores e o teclado daqui está sem circunflexo e sem til. E sim, fico ligeiramente irritada em escrever assim.
sexta-feira, setembro 08, 2006
Celular
O celular toca. Pra quê? Pra atrapalhar a vida dela claro! Pra que mais um celular tocaria às 10h da noite numa quarta-feira, quando ela tem aula no dia seguinte de manhã, curso à tarde e ensaio de noite? Mencionei que ela está estudando direto à 4 horas? Pois é.
Ela é Lara, uma jovem, solteira, universitária, não diria linda, mas atraente, que gosta de sair com as amigas, dançar, ler, ir ao cinema e tomar sol. Lara odeia que liguem pra ela às 10h da noite numa quarta quando ela está estudando e tem um dia carregado por vir, usar óculos (mas não se adaptou às lentes de contato) e gente idiota. Era justamente uma idiota que ligava.
Lara não tinha como saber disso, não conhecia o número que piscava na tela do celular. Se soubesse, seria capaz de atender xingando. A não ser que fosse aquele paquerinha da outra turma, claro. E se fosse ele, ligando do celular da irmã ou de algum amigo? Atendeu.
- Alô?
- Quem fala?
Sim, a pessoa do outro lado era extremamente grosseira. A pessoa, inclusive, era do sexo feminino, casada, um pouco acima do peso, cabelos descoloridos com as raízes escuras, uns 45 anos, extremamente insegura, ciumenta, paranóica e obcessiva.
Claro que Lara não tem como saber das características físicas da mulher pelo telefone. Não que isso importe em alguma coisa para a vida dela.
- Quem fala, por favor?
- Eu quero saber de quem é esse número e você vai ter que me dizer!
- Mas foi você quem ligou, como é que vai ligando assim pra alguém que nem sabe quem é?
- Não se faça de besta, sua Jezabel! Você está destruindo minha família! Fala comigo como se não soubesse de quem é esse celular! Deus vai te punir e você vai queimar no mármore do inferno com o canhoto espetando a sua bunda!
- Ai, meu Deus! Isso é hora de uma louca ligar pra mim? Minha senhora, eu estou estudando, tenho um dia puxadíssimo amanhã e eu nunca vi esse número de celular na minha vida.
- Nem invente histórinhas pra desligar! Eu sei que você está dormindo com o Otávio, sua vaca loura!
Lara é morena. E Otávio, o marido dessa senhora, é um homem de 57 anos, alto, respeitáveis cabelos brancos (ele já era grisalho aos 25) e um início de calvice despontando. Fora magro, mas a idade e o sedentarismo começavam a trazer uns quilinhos a mais, evidentes na região abdominal. O homem era pacífico, calmo e muito, muito rico. Montara uma empresa com seu pai e o negócio dera mais do que certo.
- Eu? Dormindo com Otávio? Mas...
- Lembrou, não foi? Pois agora...
- Ah!!! O Tavinho! Um belo senhor o Tavinho. Faz um favor pra mim? Diz pra ele que nossa última noite foi fantástica, amei o restaurante! Sabe que eu nunca tinha comido comida tailandesa? E ele me levou para um quarto luxuosíssimo! Só você vendo! Todo em estilo oriental. Ele me dá cada presente... Você é o quê? Irmã mais velha dele ou coisa assim?
Com essa, a mulher quase se jogou da janela de seu belíssimo apartamento no bairro mais nobre da cidade. Otávio sendo chamado de Tavinho? Ele odiava apelidos! Nunca a levara para nenhum restaurante exótico ou um quarto de motel na vida. Ela morreria nesse momento, se pudesse.
- Eu... eu sou a mulher dele... ele... ele... ele realmente foi passear assim com você?
- Ah, é a mulher, é? Achei que você tivesse morrido... Conversa com ele então, tá? Boa noite.
Lara desligou completamente o celular. Depois dessa, pensou, aquela doida não ia incomodar mais ninguém. De manhã, ela sentiria um remorso horrível.
Otávio nunca encontrara mulher alguma. Tivera, sim, um caso passageiro com uma turista certa vez, quando sua mulher estava grávida, mas não passou de um mês e desde então se comportou exemplarmente bem. Claro, ele ligara para Lara, mas fora um engano. Ele tinha certeza de que ea o telefone da mocinha simpática da floricultura e queria pedir um arranjo de flores para o aniversário da mulher.
Ela é Lara, uma jovem, solteira, universitária, não diria linda, mas atraente, que gosta de sair com as amigas, dançar, ler, ir ao cinema e tomar sol. Lara odeia que liguem pra ela às 10h da noite numa quarta quando ela está estudando e tem um dia carregado por vir, usar óculos (mas não se adaptou às lentes de contato) e gente idiota. Era justamente uma idiota que ligava.
Lara não tinha como saber disso, não conhecia o número que piscava na tela do celular. Se soubesse, seria capaz de atender xingando. A não ser que fosse aquele paquerinha da outra turma, claro. E se fosse ele, ligando do celular da irmã ou de algum amigo? Atendeu.
- Alô?
- Quem fala?
Sim, a pessoa do outro lado era extremamente grosseira. A pessoa, inclusive, era do sexo feminino, casada, um pouco acima do peso, cabelos descoloridos com as raízes escuras, uns 45 anos, extremamente insegura, ciumenta, paranóica e obcessiva.
Claro que Lara não tem como saber das características físicas da mulher pelo telefone. Não que isso importe em alguma coisa para a vida dela.
- Quem fala, por favor?
- Eu quero saber de quem é esse número e você vai ter que me dizer!
- Mas foi você quem ligou, como é que vai ligando assim pra alguém que nem sabe quem é?
- Não se faça de besta, sua Jezabel! Você está destruindo minha família! Fala comigo como se não soubesse de quem é esse celular! Deus vai te punir e você vai queimar no mármore do inferno com o canhoto espetando a sua bunda!
- Ai, meu Deus! Isso é hora de uma louca ligar pra mim? Minha senhora, eu estou estudando, tenho um dia puxadíssimo amanhã e eu nunca vi esse número de celular na minha vida.
- Nem invente histórinhas pra desligar! Eu sei que você está dormindo com o Otávio, sua vaca loura!
Lara é morena. E Otávio, o marido dessa senhora, é um homem de 57 anos, alto, respeitáveis cabelos brancos (ele já era grisalho aos 25) e um início de calvice despontando. Fora magro, mas a idade e o sedentarismo começavam a trazer uns quilinhos a mais, evidentes na região abdominal. O homem era pacífico, calmo e muito, muito rico. Montara uma empresa com seu pai e o negócio dera mais do que certo.
- Eu? Dormindo com Otávio? Mas...
- Lembrou, não foi? Pois agora...
- Ah!!! O Tavinho! Um belo senhor o Tavinho. Faz um favor pra mim? Diz pra ele que nossa última noite foi fantástica, amei o restaurante! Sabe que eu nunca tinha comido comida tailandesa? E ele me levou para um quarto luxuosíssimo! Só você vendo! Todo em estilo oriental. Ele me dá cada presente... Você é o quê? Irmã mais velha dele ou coisa assim?
Com essa, a mulher quase se jogou da janela de seu belíssimo apartamento no bairro mais nobre da cidade. Otávio sendo chamado de Tavinho? Ele odiava apelidos! Nunca a levara para nenhum restaurante exótico ou um quarto de motel na vida. Ela morreria nesse momento, se pudesse.
- Eu... eu sou a mulher dele... ele... ele... ele realmente foi passear assim com você?
- Ah, é a mulher, é? Achei que você tivesse morrido... Conversa com ele então, tá? Boa noite.
Lara desligou completamente o celular. Depois dessa, pensou, aquela doida não ia incomodar mais ninguém. De manhã, ela sentiria um remorso horrível.
Otávio nunca encontrara mulher alguma. Tivera, sim, um caso passageiro com uma turista certa vez, quando sua mulher estava grávida, mas não passou de um mês e desde então se comportou exemplarmente bem. Claro, ele ligara para Lara, mas fora um engano. Ele tinha certeza de que ea o telefone da mocinha simpática da floricultura e queria pedir um arranjo de flores para o aniversário da mulher.
quarta-feira, setembro 06, 2006
Como irritar alguém...
...Numa clínica médica
:: Por telefone
Você liga. A atendente informa o nome da clínica dermatológica, não te diz bom dia, boa tarde nem pergunta em que pode me ajudar. A voz dela indica que você é um distúrbio, está atrapalhando enormemente sua tarefa de serrar as unhas.
Como você é uma pessoa legal, educada e está de bom humor, dá boa tarde pra funcionária e pergunta quando pode marcar uma consulta com o Médico X, antes que o fungo que tomou conta do seus dedinhos naquele churrasco divertidíssimo na piscina do prédio da sua melhor amiga tome seu pé todo.
Antes de te dar qualquer informação, ela te pede um minutinho. Você consede o minutinho, afinal que mal pode fazer?
Lá se foram 5 dos seus minutinhos, a secretária ainda não deu sinal de vida. No fundo, você ouve uma furadeira, gente conversando e o final da novela da vez no "Vale a Pena Ver de Novo".
- Ah, ele não pode atender, está num congresso.
- Certo, e o Dr. Y?
- Ele também está no congresso.
Ok. É uma clínica dermatológica, os dois médicos estão num congresso. Será que a esteticista está disponível, caso eu queira fazer uma limpeza de pele?
- A Dra. Z foi pro congresso.
Talvez seja minha imaginação fértil, mas eu acho que os três são amantes, pegaram o dinheiro da clínica e foram pra Cancun, onde estão tomando coquetéis de abacaxi (com um daqueles guarda-chuvinhas coloridos espetados e tudo) e fazendo um monte de coisas que devem ficar estranhas quando há 2 homens e uma mulher envolvidos. A secretária não precisa saber dos meus pensamentos maliciosos e que eu espero que eles saibam tratar herpes, sífilis e gonorréia, porque eu desejo profundamente, nesse momento, que eles e a secretária tenham sérios problemas. A secretária principalmente.
Claro que você pergunta quando é que eles vão voltar. Quem sabe em uma semana? Porque Dr. X é o seu médico e Dr. Y, o médico de emergência, pra quando o Dr. X não está. Há toda aquela questão do costume, comodidade, é muito melhor esperar um pouquinho do que fazer o cadastro numa outra clínica, mostrar seu dedo mindinho torto e quase sem unha do qual você morre de vergonha pra um total desconhecido e ele perguntar a que você tem alergia. Pô! O Dr.X sabe das alergias! Ou pelo menos o computador dele sabe.
- Ah, eles voltam no dia 5.
- Mas... Mas dia 5 é hoje!
- Não, eles voltam no dia 5 do mês que vem.
* ódio *
:: No consultório.
É dia 5 do mês que vem. Os fungos não cresceram, não estão coçando - muito - e você já fez amizade com eles, mas sabe que mesmo que eles tenham se comportado, você não pode deixá-los ali. É feio.
Consulta previamente marcada para duas horas da tarde, você vai para o consultório. São 1h50, você se parabeniza por ser pontual e pega uma revista rasgada de 1997 pra dar uma folheada enquanto espera para ser atendida. Passam-se 30 minutos, quando a secretária chega perto de você e pergunta se você não pode deixar passar uma senhora antes de você.
- A pobrezinha vem do interior, coitada. Veio de tão longe só para a consulta. Prometo a você que ela não demora.
A senhora chegou a pouco tempo numa pick-up do ano. Usa uma blusa da Zoomp um número menor do que o que deveria usar e que com certeza ficaria mais adequada numa mulher uns 20 anos mais nova.
"Pobrezinha..." - Você pensa - "Pobrezinha sou eu que vim de ônibus, vou voltar de ônibus, vou ter que estudar umas 50 páginas só pra universidade e ainda tenho que ir na aula de inglês. Isso aí é uma mulher de fazendeiro, com umas 500 cabeças de gado e vários hectares de terra improdutiva!"
Mas você deixa passar, afinal de contas é muito educada. A velha olha para sua calça jeans sem grife e empina o nariz, com um certo ar de nojo, sem ao menos agradecer a gentileza. Não bastasse isso, passou 1h20 no consultório. O que a danada estaria fazendo? Cirurgia plástica? Lipoaspiração? Até onde você saiba, não tem suporte ali na clínica pra isso e é de conhecimento geral que o Dr. X faz as cirurgias no Hospital Tralalá.
A mulher sai da sala com o rosto mais esticado que balão de festa. "Vaca, deve ter enchido até a bunda de botox!"
Sua vez. Dr. X é simpático, pergunta como você está e olha o seu pé. Te dá a prescrição do remédio e diz pra você voltar mês que vem pra ele dar uma olhada. Você mal passou 10 minutos na sala do infeliz. Quando você vai passando pelo corredor, alguém liga a furadeira, bem perto do seu ouvido. E você achando que ainda não tinha quadros o suficiente ali. Devem ter mandado ampliar uma foto dos médicos de fio-dental e vão colocá-la na parede. É no mínimo justo contigo.
Você liga. A atendente informa o nome da clínica dermatológica, não te diz bom dia, boa tarde nem pergunta em que pode me ajudar. A voz dela indica que você é um distúrbio, está atrapalhando enormemente sua tarefa de serrar as unhas.
Como você é uma pessoa legal, educada e está de bom humor, dá boa tarde pra funcionária e pergunta quando pode marcar uma consulta com o Médico X, antes que o fungo que tomou conta do seus dedinhos naquele churrasco divertidíssimo na piscina do prédio da sua melhor amiga tome seu pé todo.
Antes de te dar qualquer informação, ela te pede um minutinho. Você consede o minutinho, afinal que mal pode fazer?
Lá se foram 5 dos seus minutinhos, a secretária ainda não deu sinal de vida. No fundo, você ouve uma furadeira, gente conversando e o final da novela da vez no "Vale a Pena Ver de Novo".
- Ah, ele não pode atender, está num congresso.
- Certo, e o Dr. Y?
- Ele também está no congresso.
Ok. É uma clínica dermatológica, os dois médicos estão num congresso. Será que a esteticista está disponível, caso eu queira fazer uma limpeza de pele?
- A Dra. Z foi pro congresso.
Talvez seja minha imaginação fértil, mas eu acho que os três são amantes, pegaram o dinheiro da clínica e foram pra Cancun, onde estão tomando coquetéis de abacaxi (com um daqueles guarda-chuvinhas coloridos espetados e tudo) e fazendo um monte de coisas que devem ficar estranhas quando há 2 homens e uma mulher envolvidos. A secretária não precisa saber dos meus pensamentos maliciosos e que eu espero que eles saibam tratar herpes, sífilis e gonorréia, porque eu desejo profundamente, nesse momento, que eles e a secretária tenham sérios problemas. A secretária principalmente.
Claro que você pergunta quando é que eles vão voltar. Quem sabe em uma semana? Porque Dr. X é o seu médico e Dr. Y, o médico de emergência, pra quando o Dr. X não está. Há toda aquela questão do costume, comodidade, é muito melhor esperar um pouquinho do que fazer o cadastro numa outra clínica, mostrar seu dedo mindinho torto e quase sem unha do qual você morre de vergonha pra um total desconhecido e ele perguntar a que você tem alergia. Pô! O Dr.X sabe das alergias! Ou pelo menos o computador dele sabe.
- Ah, eles voltam no dia 5.
- Mas... Mas dia 5 é hoje!
- Não, eles voltam no dia 5 do mês que vem.
* ódio *
:: No consultório.
É dia 5 do mês que vem. Os fungos não cresceram, não estão coçando - muito - e você já fez amizade com eles, mas sabe que mesmo que eles tenham se comportado, você não pode deixá-los ali. É feio.
Consulta previamente marcada para duas horas da tarde, você vai para o consultório. São 1h50, você se parabeniza por ser pontual e pega uma revista rasgada de 1997 pra dar uma folheada enquanto espera para ser atendida. Passam-se 30 minutos, quando a secretária chega perto de você e pergunta se você não pode deixar passar uma senhora antes de você.
- A pobrezinha vem do interior, coitada. Veio de tão longe só para a consulta. Prometo a você que ela não demora.
A senhora chegou a pouco tempo numa pick-up do ano. Usa uma blusa da Zoomp um número menor do que o que deveria usar e que com certeza ficaria mais adequada numa mulher uns 20 anos mais nova.
"Pobrezinha..." - Você pensa - "Pobrezinha sou eu que vim de ônibus, vou voltar de ônibus, vou ter que estudar umas 50 páginas só pra universidade e ainda tenho que ir na aula de inglês. Isso aí é uma mulher de fazendeiro, com umas 500 cabeças de gado e vários hectares de terra improdutiva!"
Mas você deixa passar, afinal de contas é muito educada. A velha olha para sua calça jeans sem grife e empina o nariz, com um certo ar de nojo, sem ao menos agradecer a gentileza. Não bastasse isso, passou 1h20 no consultório. O que a danada estaria fazendo? Cirurgia plástica? Lipoaspiração? Até onde você saiba, não tem suporte ali na clínica pra isso e é de conhecimento geral que o Dr. X faz as cirurgias no Hospital Tralalá.
A mulher sai da sala com o rosto mais esticado que balão de festa. "Vaca, deve ter enchido até a bunda de botox!"
Sua vez. Dr. X é simpático, pergunta como você está e olha o seu pé. Te dá a prescrição do remédio e diz pra você voltar mês que vem pra ele dar uma olhada. Você mal passou 10 minutos na sala do infeliz. Quando você vai passando pelo corredor, alguém liga a furadeira, bem perto do seu ouvido. E você achando que ainda não tinha quadros o suficiente ali. Devem ter mandado ampliar uma foto dos médicos de fio-dental e vão colocá-la na parede. É no mínimo justo contigo.
I like big butts and I cannot lie
Sabe daqueles dias em que nada sai conforme planejado?
Odeio dormir pouco - e eu fui dormir de 2 horas da manhã, procurando material pro concurso (que aliás, eu não vou passar), e fui acordada por uma campanhia incessante, às 6 horas da madrugada. Bem, daí que eu não durmo mais, com a minha avó, meu avô, minha mãe e meu tio conversando o tempo todo pela casa. Resultado? Dor de cabeça, daquelas bem cavernosas.
E bem, a minha querida avó (nem um pouco de ironia aqui, de verdade) me pediu que eu fosse no centro da cidade pagar uma porcaria de uma fatura. Se ela tivesse me pedido isso às 10:00, depois de bem acordada e disposta, eu não teria feito a cara que fiz. Mas bem, já era, né?
Fui no centro, paguei o troço. Eu já disse como eu odeio o centro? Gente, ambulantes, gente feia, mais ambulantes, ambulantes de passes, ambulantes de jogos de apostas, gente fedida, ônibus cheios, pessoas ficam esbarrando em você, vendedores chatos que perguntam se você já tem o cartão X de uma loja Y...
Sim, eu odeio o centro. E odeio mais ainda quando eu tenho que ir lá comprar roupas. Na verdade eu também odeio comprar roupas - e acho que odeio muita coisa também, mas isso não vem ao caso. Se bem que o fato de odiar comprar roupas é só uma influência de eu não me sentir bem dentro de nenhuma - as roupas foram feitas pra pessoas ou magras demais, ou gordas demais (ou gestantes, estado que eu não espero ter nunca). Sabe qual o meu número de calça? 44. É, 44. E ela fica folgada na cintura. Mas uma 42 não passa do meu quadril. Paciência, né? Pra isso que inventaram cintos.
E aí que eu vejo uma doida no meio da rua usando um jeans tamanho 36. Sim, porque a doida com aquela bunda de gaveta fechada e pernas esquálidas só podia estar usando um 36. E ela olha pra mim com desdém, provavelmente se imaginando numa passarela, usando um modelito assinado por Gianni Versace, um famoso estilista italiano do qual eu nunca ouvi falar.
Bem, de moda, eu sou uma ignorante feliz. E uma gordinha não tão feliz, mas que prefere usar 44 e ter onde ser apertada.
Odeio dormir pouco - e eu fui dormir de 2 horas da manhã, procurando material pro concurso (que aliás, eu não vou passar), e fui acordada por uma campanhia incessante, às 6 horas da madrugada. Bem, daí que eu não durmo mais, com a minha avó, meu avô, minha mãe e meu tio conversando o tempo todo pela casa. Resultado? Dor de cabeça, daquelas bem cavernosas.
E bem, a minha querida avó (nem um pouco de ironia aqui, de verdade) me pediu que eu fosse no centro da cidade pagar uma porcaria de uma fatura. Se ela tivesse me pedido isso às 10:00, depois de bem acordada e disposta, eu não teria feito a cara que fiz. Mas bem, já era, né?
Fui no centro, paguei o troço. Eu já disse como eu odeio o centro? Gente, ambulantes, gente feia, mais ambulantes, ambulantes de passes, ambulantes de jogos de apostas, gente fedida, ônibus cheios, pessoas ficam esbarrando em você, vendedores chatos que perguntam se você já tem o cartão X de uma loja Y...
Sim, eu odeio o centro. E odeio mais ainda quando eu tenho que ir lá comprar roupas. Na verdade eu também odeio comprar roupas - e acho que odeio muita coisa também, mas isso não vem ao caso. Se bem que o fato de odiar comprar roupas é só uma influência de eu não me sentir bem dentro de nenhuma - as roupas foram feitas pra pessoas ou magras demais, ou gordas demais (ou gestantes, estado que eu não espero ter nunca). Sabe qual o meu número de calça? 44. É, 44. E ela fica folgada na cintura. Mas uma 42 não passa do meu quadril. Paciência, né? Pra isso que inventaram cintos.
E aí que eu vejo uma doida no meio da rua usando um jeans tamanho 36. Sim, porque a doida com aquela bunda de gaveta fechada e pernas esquálidas só podia estar usando um 36. E ela olha pra mim com desdém, provavelmente se imaginando numa passarela, usando um modelito assinado por Gianni Versace, um famoso estilista italiano do qual eu nunca ouvi falar.
Bem, de moda, eu sou uma ignorante feliz. E uma gordinha não tão feliz, mas que prefere usar 44 e ter onde ser apertada.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Direito ao Mal-Humor
Todo ser humano tem direito ao seu momento de mal-humor, seja quando está com fome, sono, cansado ou acabou de acordar.
Todo ser humano mal-humorado tem o direito que os outros respeitem seu mal-humor.
Todo ser humano do sexo feminino na TPM e no seu momento de mal-humor deve ser respeitado. E, de preferência, deve-se manter certa distância. Motivos de segurança...
Nenhum ser humano com mal-humor e dor de cabeça/enchaqueca/desilusão com a vida deve ser incomodado. As reações podem não ser dar melhores.
O café-da-manhã deveria ser uma refeição sagrada. E ninguém devia abrir a boca pra conversar até que a última pessoa acordada da casa escovasse os dentes e lavasse o rosto, após a refeição.
Uma pessoa cujo humor está uns 3 Km abaixo de péssimo, com dor de cabeça, recém-acordada, levemente desiludida com a vida, na TPM e ainda não tomou o café da manhã deveria ser evitada em um raio de pelo menos 3 metros, para evitar atritos, aborrecimentos, conclusões precipitadas e crises de todos os tipos.
Todo ser humano mal-humorado tem o direito que os outros respeitem seu mal-humor.
Todo ser humano do sexo feminino na TPM e no seu momento de mal-humor deve ser respeitado. E, de preferência, deve-se manter certa distância. Motivos de segurança...
Nenhum ser humano com mal-humor e dor de cabeça/enchaqueca/desilusão com a vida deve ser incomodado. As reações podem não ser dar melhores.
O café-da-manhã deveria ser uma refeição sagrada. E ninguém devia abrir a boca pra conversar até que a última pessoa acordada da casa escovasse os dentes e lavasse o rosto, após a refeição.
Uma pessoa cujo humor está uns 3 Km abaixo de péssimo, com dor de cabeça, recém-acordada, levemente desiludida com a vida, na TPM e ainda não tomou o café da manhã deveria ser evitada em um raio de pelo menos 3 metros, para evitar atritos, aborrecimentos, conclusões precipitadas e crises de todos os tipos.
sábado, setembro 02, 2006
Um Pequeno Teste
Bisbilhotando sobre como as pessoas entram no membrana Seletiva atravez do Google, achei a seguinte frase: "quero saber sobre os efeitos da beringela". Não lembro de ter lido nada sobre beringela no blog, ainda assim as pessoas caem nele quando querem saber sobre a fulana. Divertido, né? E olha que eu nem gosto de beringela. Na verdade, eu odeio beringela. Acho que é a pior leguminosa já inventada, tem um gosto horrível e cheira mal. Ainda assim, chefs de todo o mundo gostam de criar pratos com ela, adicionando desde mozzarela de búfala à chocolate. Pessoalmente acho um absurdo misturar chocolate com beringela, mas isso não vem ao caso, porque o post não é sobre meu desgosto nem sobre receitas com beringela. Na verdade, eu nem tinha a intenção de falar tanto sobre a maldita quando comecei a escrever.
As pessoas caíram no Membrana Seletiva dos modos mais estranhos, como procurando informações sobre lan houses, fotos no banheiro, propagandas em novelas (sim, aquelas em que um personagem está conversando com outro, pega um pote de margarina e começa a falar bem da danada... odeio isso), títulos de promoções...
É ótimo usar o Extreme Tracking! É divertidíssimo! Dá para saber quantas pessoas visitam, em qual horário, de onde elas vêm e pelo quê elas procuraram no Google. Claro que a grande maioria cai aqui procurando informações sobre membrana.
Confiram com seus próprios olhos e ignorem as frases abaixo, pois vou incluí-las só pra saber se alguém cai aqui por acidente procurando por esses temas.
* Maquiagem definitiva
* Como perder muito peso em muito pouco tempo
* Os homens preferem as loiras
* Tutorial photoshop pop art butons sépia
* Ajude a salvar as baleias
* Emo
* VMA
* Fotos em lugares públicos
* Emmy Awards
As pessoas caíram no Membrana Seletiva dos modos mais estranhos, como procurando informações sobre lan houses, fotos no banheiro, propagandas em novelas (sim, aquelas em que um personagem está conversando com outro, pega um pote de margarina e começa a falar bem da danada... odeio isso), títulos de promoções...
É ótimo usar o Extreme Tracking! É divertidíssimo! Dá para saber quantas pessoas visitam, em qual horário, de onde elas vêm e pelo quê elas procuraram no Google. Claro que a grande maioria cai aqui procurando informações sobre membrana.
Confiram com seus próprios olhos e ignorem as frases abaixo, pois vou incluí-las só pra saber se alguém cai aqui por acidente procurando por esses temas.
* Maquiagem definitiva
* Como perder muito peso em muito pouco tempo
* Os homens preferem as loiras
* Tutorial photoshop pop art butons sépia
* Ajude a salvar as baleias
* Emo
* VMA
* Fotos em lugares públicos
* Emmy Awards
sexta-feira, setembro 01, 2006
Eu-Fiz-E-Você-Fez
Eu estava conversando com uma amiga sobre um pequena paixão em comum: Lenore. Como sempre, a gente acabou repetindo algumas frases, de alguns episódios. Sim, nós assistimos vezes o suficiente pra ter tudo decorado.
Nisso de repetirmos fatos ocorridos, me lembrei do "eu-fiz-então-você-fez" dos rapazes, especialmente pós-jogo ou alguma proeza fantástica. Resolvi que, quando eles estão repetindo frases de filmes ou seriados é perdoável, mas única e exclusivamente porque eu faço o mesmo!
O tal do "eu-fiz-então-você-fez" é a narração de algo que acabou de acontecer. Depois de um jogo, por exemplo, eles tem essa necessidade de se juntar e contar todo o jogo, um de cada vez, cada um do seu ponto de vista. Depois eles ainda vão discutir sobre algum detalhe que um certo fulano disse que aconteceu de um jeito diferente. E cada um tem que posar de herói, de salvador da pátria.
Venhamos e convenhamos, isso é irritante. E um pouco enlouquecedor. Afinal, o jogo aconteceu, não foi? Todos estavam lá, não estavam? Todos jogaram, viram o que os outros fizeram, mataram e morreram. Pra que tudo precisa ser reexplicado? O bom é quando um deles se encontra com uma pessoa que não estava presente e começa a contar a história. E a cada vez que ela é recontada, o jogador chega mais perto de ser um deus.
Eu não gosto dessas situações, que acontecem com freqüência quando estou com meu jogador-particular e encontramos com outro jogador. Sei que ele não nota e não faz por mal. Muitos deles não fazem, alguns, inclusive, acreditam que quem está por perto está profundamente interessado no tal jogo.
Talvez exista uma arma a ser usada. Depois que uma criatura conta o jogo a você, você narra as agrúrias da TPM. Especialmente a parte de um órgão se espremendo ao máximo da capacidade dele. Ou começa a explicar como deve ser feita a maquiagem. E não deixa ele sair antes da leve aplicação de gloss sobre o batom, que é a etapa final antes de arrumar a bolsa, passar perfume e sair de casa.
A idéia da explanação da lógica utilizada para fazer com que um bilhão de coisas caibam numa bolsa pequena pode ser válida, caso você não conheça o jogador direito.
Nisso de repetirmos fatos ocorridos, me lembrei do "eu-fiz-então-você-fez" dos rapazes, especialmente pós-jogo ou alguma proeza fantástica. Resolvi que, quando eles estão repetindo frases de filmes ou seriados é perdoável, mas única e exclusivamente porque eu faço o mesmo!
O tal do "eu-fiz-então-você-fez" é a narração de algo que acabou de acontecer. Depois de um jogo, por exemplo, eles tem essa necessidade de se juntar e contar todo o jogo, um de cada vez, cada um do seu ponto de vista. Depois eles ainda vão discutir sobre algum detalhe que um certo fulano disse que aconteceu de um jeito diferente. E cada um tem que posar de herói, de salvador da pátria.
Venhamos e convenhamos, isso é irritante. E um pouco enlouquecedor. Afinal, o jogo aconteceu, não foi? Todos estavam lá, não estavam? Todos jogaram, viram o que os outros fizeram, mataram e morreram. Pra que tudo precisa ser reexplicado? O bom é quando um deles se encontra com uma pessoa que não estava presente e começa a contar a história. E a cada vez que ela é recontada, o jogador chega mais perto de ser um deus.
Eu não gosto dessas situações, que acontecem com freqüência quando estou com meu jogador-particular e encontramos com outro jogador. Sei que ele não nota e não faz por mal. Muitos deles não fazem, alguns, inclusive, acreditam que quem está por perto está profundamente interessado no tal jogo.
Talvez exista uma arma a ser usada. Depois que uma criatura conta o jogo a você, você narra as agrúrias da TPM. Especialmente a parte de um órgão se espremendo ao máximo da capacidade dele. Ou começa a explicar como deve ser feita a maquiagem. E não deixa ele sair antes da leve aplicação de gloss sobre o batom, que é a etapa final antes de arrumar a bolsa, passar perfume e sair de casa.
A idéia da explanação da lógica utilizada para fazer com que um bilhão de coisas caibam numa bolsa pequena pode ser válida, caso você não conheça o jogador direito.
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